<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148</id><updated>2011-06-07T23:12:04.256-07:00</updated><title type='text'>DOSSIE L*S*D*</title><subtitle type='html'>Laboratorio de sonificcoes do coletivo LSD ou um encontro estrategico de pessoas envolvidas pelo desejo de intervencao musical coletiva, num ataque sensorial que mixa eletronica experimental, pos-rock, collage, poesia sonora, nu musique concrete, afrofuturismo, digital hardcore e action sound.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dossielsd.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-108622087875714253</id><published>2004-06-02T16:58:00.000-07:00</published><updated>2004-06-02T17:01:18.756-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A &lt;strong&gt;LSDiscos&lt;/strong&gt; não é um selo, embora o &lt;strong&gt;ácido lisérgico &lt;/strong&gt;seja usualmente distribuído sob essa apresentação. Na real, é um coletivo/laboratório de sonificções &lt;strong&gt;(escrita por sons)&lt;/strong&gt; que envolve pessoas movidas pelo desejo de intervenção musical coletiva, de atacar sensorialmente os desprevenidos e os prevenidos. Para tanto, nós jogamos no liquidificador tudo que mexe com a cabeça: eletrônica experimental, pós-rock, collage, poesia sonora, nu musique concrete, afrofuturismo, digital hardcore, funk neurótico e action sound - como está escrito aí em cima, no cabeçalho. Por trás do nome "LSD", vc vai encontrar projetos díspares entre si, cada qual com um direcionamento estético distinto, mas unidos pela vontade de experimentar. Começou com "Os Jerssons" e "Bolor9", depois incorporou projetos paralelos de membros das duas bandas ("HDJ" e "Pós-Ravers") e de pessoas próximas que se interessaram pela ´trip´ e resolveram lançar álbuns ou se apresentar ao vivo junto - é o caso do "Xepah", do "Camões Let´s Go", do "Winchester" (responsáveis pelo antigo design do rizoma.net), do "DJVu" (tragicamente morto numa sauna gay, no ano passado) e até mesmo do "Cine Victoria" (que, aqui em São Paulo, lançou Nãomeuamor em co-edição com a LSDiscos). Os projetos que estão sendo trabalhados com mais ênfase, no momento, são "Stã-BrBrA" e "Carlos O Chacal". A proliferação de projetos e heterónimos é quase esquizofrênica entre nós, sendo extremamente incentivada. Uma característica dos nossos disquinhos é a total ausência de informações sobre integrantes, equipamentos etc. Alguns discos sequer trazem impresso o nome do projeto ou mesmo o selo "LSD". &lt;strong&gt;Ocultura&lt;/strong&gt;, saca? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós fazemos questão de manter a infra num nível &lt;strong&gt;lo-tek&lt;/strong&gt;, por inúmeras razões: não acreditamos em messianismo tecnológico, a grana é curta e os desafios que os equipamentos mais &lt;strong&gt;lo-tek&lt;/strong&gt; propõem são bem excitantes. Fazer som com tecnologias ultrapassadas ou descartadas é uma coisa que também nos fascina. Acho que os &lt;strong&gt;rituais&lt;/strong&gt; que envolvem as gravações são mais importantes para os resultados finais do que a metodologia. Nós nos encontramos aqui em casa (no centro velho de São Paulo), trocamos muitas idéias sobre discos, livros e pessoas que andam fazendo a cabeça no momento, abrimos uma &lt;strong&gt;"roda de loucura&lt;/strong&gt;", chapando até os miolos se liqüefazerem, e só depois disso tudo é que estamos prontos para começar os trabalhos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns escrevem com palavras; outros com sons - o que é o nosso caso. &lt;strong&gt;"Experimentar o experimental"&lt;/strong&gt; é sempre a nossa bússola. Já experimentamos tanto, mas tanto, que é possível afirmar que fazemos "Música Experimentada". Outra coisa importante para nós é a &lt;strong&gt;improvisação&lt;/strong&gt;. Praticamente tudo que gravamos é improvisado - ou seja: composto, tocado e gravado ao mesmo tempo, o equivalente, em música, ao que os surrealistas chamavam de &lt;strong&gt;´escrita automática´. &lt;/strong&gt;É uma arma para manter a espontaneidade e, acima de tudo, a relação de prazer com a música. Sem falar que é um puta desafio fazer música improvisacional. E improvisar em música eletrônica é algo particularmente mais complexo, e, obviamente, mais sedutor. Improvisar sempre foi uma piração para nós; dominar a linguagem da improvisação sempre nos pareceu a fonte para a &lt;strong&gt;liberação&lt;/strong&gt; das energias mais intensas e inconscientes com que a música pode lidar. Nem o som que sai desse laboratório nem os efeitos que ele causa são premeditados, o que faz com que a reação do ouvinte seja sempre uma surpresa: para ele e para nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-108622087875714253?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/108622087875714253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/108622087875714253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108622087875714253' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-108013807540667595</id><published>2004-03-24T06:21:00.000-08:00</published><updated>2004-03-24T06:23:45.390-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>TESTE DO ESTILHAÇO&lt;br /&gt;Genesis P Orridge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Personagem bizarríssima do cenário musical inglês (Throbbing Gristle; Psychic TV), Genesis P Orridge empurra o procedimento do "cut-up" até os abismos da prática Magicka (bom crowleyano e decadente que é) e TotAlquímica (transmutando seu próprio corpo em andrógino). O sampler, aqui tratado como "estilhaço" (termo muito mais virulento e de grande sugestão neuropolítica), é o instrumento por excelência para detonar estados de consciência alterados e a arma perfeita para a liber-ação&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que samplear, jogar em loop e re-montar (tanto materiais encontrados como sons de lugares específicos selecionados pela precisão de relevância para as implicações da mensagem de uma peça de música ou uma exploração transmídia) é um fenômeno TotAlquímico e mesmo Magicko. Não importa quão curto ou aparentemente irreconhecível seja um sampler para a percepção de TEMPO linear; ele inevitavelmente irá conter dentro de si (e acessível por si) a soma total de absolutamente tudo que seu contexto original representava, comunicava ou tocava de qualquer forma. E, sobretudo, também deverá incluir implicitamente a soma total de todos os indivíduos ligados de qualquer forma à introdução e à construção no interior da cultura original (hospedeira), e qualquer cultura subsequente (mutada ou projetada e sob qualquer modo, meio e forma) estabelece contato com o "eterno" (nas zonas de tempo do passado, presente, futuro e quantum). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Duas partículas quaisquer que tenham um dia estado em contato continuarão a agir como se elas estivessem informacionalmente conectadas, independente de sua separação no tempo e espaço" (Teorema de Bell)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se arrancarmos um pedaço de um holograma e depois o espalharmos, per-c/ser-beremos que em cada fragmento (não importa se pequeno, grande ou irregular) é visível todo o holograma. Isto é um fenômeno incrivelmente significativo. Se pegarmos, por exemplo, um estilhaço de John Lennon, este estilhaço irá conter, dentro de si e de forma bastante real, tudo o que John Lennon tenha experienciado; tudo que John Lennon tenha dito, composto, escrito, desenhado, expressado; todos os que já o conheceram; a soma total de todas essas e quaisquer outras interações; todos aqueles que algum dia o ouviram ou leram ou o viram ou pensaram a seu respeito ou reagiram a John Lennon ou qualquer outra coisa remotamente conectada a ele; todas as combinações passadas, presentes e/ou futuras de parte ou de tudo acima escrito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa informação enciclopédica - bem como a viagem pelo tempo a ela conectada pela memória e pela experiência prévia - segue esse "estilhaço" da memória, pelo que deveríamos estar bem conscientes de que ele carrega em si uma seqüência infinita de conexões e progressões pelo tempo e espaço - tão longe quanto se desejar. Agora podemos todos manter o poder de montar - via "estilhaços" - feixes de uma qualquer era. Tais feixes são, basicamente, lembranças (1). Na verdade, o que eles estão fazendo é contornar os usuais filtros da realidade consensual (já que esses últimos têm lugar numa forma aceitável como tv, filmes, músicas, palavras), bem como viajar diretamente para seções "a-históricas" de sua mente, detonando toda e qualquer reverberação consciente ou inconsciente relacionada com aquele estilhaço-hieróglifo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESSA FORMA TEMOS LIBERDADE INFINITA PARA ESCOLHER E MONTAR, E TUDO QUE MONTAMOS É UM RETRATO DO QUE CONHECEMOS OU DO QUE VISUALIZAMOS SER. O ESTILHAÇAMENTO FEITO COM HABILIDADE PODE GERAR MANIFESTAÇÃO: ESTE É O "TESTE DO ESTILHAÇO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhemos estilhaços, consciente e inconscientemente, para representar nossos próprios padrões miméticos (DNA), nossos próprios aspirações e marcas culturais; invocamos, num sentido verdadeiramente Magicko, manifestações, talvez até resultados, a fim de confundir e dar curto-circuito em nossas percepções e na segurança do todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa, sob qualquer meio imaginável, de qualquer cultura, que esteja de algum jeito gravada, e que possa ser de qualquer forma tocada novamente, encontra-se acessível e infinitamente maleável e utilizável por qualquer artista. Tudo está disponível. Tudo é livre. Tudo é permitido. MONTAGEM é a linguagem invisível de nosso TEMPO. Escolhas infinitas da realidade são o presente do software para nossas crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Impossível traduzir o termo original, já que traz em seu interior outras palavras e idéias: RE ("fazer de novo", como em "remodelar"), MIND (mente), RE-MIND ("re-mentar" ou "refazer a mente") e REMIND ("relembrar"). Este é só um exemplo das idiossincrasias que percorrem todos seus textos ("thee" em vez de "the"; "ov" em vez de "of"; etc). Tudo muito ao gosto de um certo Genesis P Orridge ("porridge" = aveia; "origin" = origem). [Nota do Trad.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução:&lt;br /&gt;Capitão Ácido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-108013807540667595?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/108013807540667595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/108013807540667595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#108013807540667595' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-107782665504544219</id><published>2004-02-26T12:17:00.000-08:00</published><updated>2004-02-27T01:50:15.750-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MAIS POÉTICAS LÍQUIDAS...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instabilidade do elemento água foi devidamente provada em "Water Torture", por Herbie Hancock. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa faixa começa com o despertar simultaneamente mágico e prosaico de uma aldeia africana e expandem-se o encantamento e a tapeçaria sonora em viagens por esse mundo e por outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Water Torture" vem de um álbum chamado "Crossings", inteiramente mercurial. Afrofuturismo puro e em todas as suas implicações - por exemplo: estar sob o  signo da ART-iculação ("crossings") e abusar da POÉTICA LÍQUIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água é importantíssima para instaurar o Regímen da Decomposição. A alma, úmida, decompõe-se. É esta a ação da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-107782665504544219?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/107782665504544219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/107782665504544219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107782665504544219' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106619066467859761</id><published>2003-10-14T21:04:00.000-07:00</published><updated>2004-02-27T01:52:49.466-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Isto não é um manifesto, antepasto rançoso de um banquete-catástrofe. Como o cachimbo na tela de Magritte não é um cachimbo. Não há mais razão para manifestos desde que a razão se revelou louca e dissolveu-se o abismo entre consciente e inconsciente, indíviduo e história, e fez com que a paranóia se tornasse o estado de consciência mais adequado para encarar esses primeiros momentos da revolução/revelação pós-industrial. O que faz disto aqui um texto de afirmação. Com a promessa única de que para lê-lo você vai precisar, antes de qualquer outra coisa, despir as palavras para melhor comê-las. Códigos. Por toda a parte signos assassinos. E um sino é um signo como um cisne. Entre eles um exercício de crueldade: a máquina de esgoelar cisnes inventada por homens. Sons procuram sentido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Música Digital Brasileira: MDB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas três letras procuram seu sentido sozinhas. O que implica que MDB não é gênero nem onda. Antes: uma abordagem. E antes de tudo, a música, o M nesse lance de sons e dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta abordagem é múltipla e traz programada em seu interior a sua própria aniquilação. Ela não é original, e desde logo se reconhece como um momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém (e nesse caso não convém citar nomes), num outro momento, reivindicou a retomada da linha evolutiva da música brasileira; isso também não foi original, já que se apresenta em solução de continuidade e no âmbito do direito da sucessão ao Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade e à Origem Animal de Deus de Flávio de Carvalho, à leitura da "História do Brasil pelo Método Confuso" de Mendes Fradique, ao suicídio coletivo de Pedra Bonita, à deglutição do Bispo Sardinha, todos estes também 'momentos' de uma grande viagem louca que tem arrastado os guaranis em seu nomadismo rumo ao Leste, preparando-se para o encontro com a "terra sem mal", que por sua vez é apenas um corte rápido e momentâneo no interior de um quadro maior onde, gravada sobre uma das rochas (hoje muito oxidada) que formam o seu escudo pré-cambiano, há uma cabeça de velho que, vista de um ângulo diverso, se transforma num jovem depositário da mitologia, da tradição e dos restos de alguma matriz cultural perdida, como a do povo de um outro livro, na noite dos tempos. Isto está depositado exatamente sobre os solos que ora pisamos, nestes Reinados de Vegetais, nestas cavernas sem nome - herança de um homem que não era precisamente aquele que os primeiros aterrorizadores (e acaso e a quem interessa quem eram ou deixaram de ser?) conheceram quando aqui aterrissaram com suas naus que se convertiam em naves ao desenrolar de velas, tapetes e bispos vermelhões de tão cruentos, leitosos de tão suculentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes homens viviam em pequenos agrupamentos de 30 a 50 casas subterrâneas. Haviam algumas casas isoladas que, por sua pouca profundidade e proximidade à superfície, funcionavam como postos avançados de controle de tráfego. Desciam cuidadosamente os degraus de pedra implantados nas paredes da rocha, às vezes intercalados com troncos de madeira. Lá dentro, um leito coletivo de pedra e fogo constante, que os entreteve com seu teatro de sombras por fios e mais fios de tempo, até que caíssem exaustos pela sucessão cinemática de imagens despregadas de carretéis sonoros.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia que se seguiu, cavamos tudo em redor, e encontramos junto desses agrupamentos uma série de sepulturas elípticas, nas quais, a despeito de nosso empenho, não foi possível encontrar quaisquer restos ósseos. Deslizamos para o interior de outras casas subterrâneas e reparamos que as diferentes ocupações das casas deixaram sucessivas camadas arqueológicas. Encontramos resquícios de pintura, pictogramas e ideogramas em suas paredes e carretéis sonoros enterrados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descodificar estes signos cismáticos é MDB. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Há resquícios de um antigo culto à Pã na musica ritual marroquina, o que mostra que uma Restauração se fez necessária. A primeira operação é a de dissolver a identidade cultural primária.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente você vai se perguntar (imagino que fale sozinho) se é possível definir uma competência territorial para essa produção?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não se trata de um movimento amparado na territorialidade como plataforma de operações. Pelo contrário: a idéia é a de espalhar redes autônomas de produção que possam intercambiar sons e sentidos tanto à distância como por meio de intervenções coletivas no eixo-realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Substituir território por: "uma zona de interações eletromagnéticas, simulações, intercâmbios codificados de ideologia, legados do deslocamento traduzido para o interior do espaço entre os algoritmos que a eletromodernidade agrega" (DJ Spooky) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hackers de psicofronteiras, numa instância final o que se busca são imagem(ns) de futuro com urgência, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que vem a ser "humano"? Com que forças interage o elemento humano para construir e ler o eixo-realidade sobre o qual ele se desloca em coordenadas de espaço e tempo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo animismo fetichista nos impulsiona para o contato das máquinas, usadas para a liberação do Outro. Cada máquina, quando ligada na rede elétrica que a alimenta, se oferece: "progrAME-ME". A máquina é o feminino, e a sua promessa sussurrante do uso humano de seres humanos aponta para o retorno ao matriarcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissolvam-se identidades nas ruas, nas luzes, nos sons. A esquizofonia é o som-espelho-dentro-de-som-espelho-dentro-de-espelho. Conscientes de que o mapa não é o território (de cuja acepção militar e militarizante desde já abrimos mão), mas sim uma coisa inteiramente diversa - um nada ou quase uma nova arte.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106619066467859761?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106619066467859761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106619066467859761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_10_01_archive.html#106619066467859761' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106426748549808209</id><published>2003-09-22T14:49:00.000-07:00</published><updated>2004-02-27T01:54:11.653-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Recorte &amp; Cole &amp; Reflita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.roboser.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106426748549808209?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106426748549808209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106426748549808209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106426748549808209' title=''/><author><name>Solano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16242562289464451443</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106425128207729722</id><published>2003-09-22T10:21:00.000-07:00</published><updated>2004-02-27T01:54:47.593-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PRECISANDO DE DINHEIRO?&lt;br /&gt;SIMULE SEU SUICÍDIO SEM COMPROMISSO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Informe aqui o valor desejado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________ &lt;br /&gt;(digite apenas números redondos, sem os centavos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Selecione o(s) serviço(s) desejado(s):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(  ) Solicitação de simulação de suicídio para fins de empréstimo&lt;br /&gt;(  )  Parcelamento das taxas agregadas ao Contrato de Simulação de Suicídio para fins de empréstimo&lt;br /&gt;(  ) Data facultativa de pagamento ("pagamento em aberto")&lt;br /&gt;(  ) Divulgação completa on-line da simulação de suicídio para fins de empréstimo&lt;br /&gt;(  ) Pesquisa, capacitação e nomeação de Beneficiário fidedigno para repassagem da importância tomada em empréstimo (contratação do "laranja")  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Por favor, informe a sua idade e o setor de atuação profissional:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idade: ____&lt;br /&gt;(digite apenas anos redondos, sem os meses)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setor: (  ) Primário&lt;br /&gt;           (  ) Secundário&lt;br /&gt;           (  ) Terciário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguarde: um de nossos atendentes irá se ocupar com a sua chamada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106425128207729722?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106425128207729722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106425128207729722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106425128207729722' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106425092219308817</id><published>2003-09-22T10:15:00.000-07:00</published><updated>2003-09-22T10:15:22.116-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ASSIM FALOU XEPAH:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A música vem atravessando uma fase marcada pela crise de identidade. O compositor é um personagem desaparecido, e o nome impresso na obra começa então a perder sentido. A inspiração materializa-se, e o registro da atuação dos artistas e seus inventos sonoros, apesar de acontecer em função de decisões mais e mais distantes dessa atuação em si, banaliza-se. A cada cópia liberada pelas mãos da empresa global de cooptação artística, talvez dezenas de outras sejam produzidas e distribuídas através de mecanismo de vão do mercado informal espúrio à solidariedade fraternal dos amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora da indústria desenvolvem-se outras formas de registro e produção musical, normalmente voltadas a transformar-se em indústria quando lhes for permitido, mas por vezes baseadas na livre cooperação e no trabalho quase artesanal, embora impossibilitado de existir totalmente à parte dessa forma mais hegemônica de socialização da produção artística e, em particular, musical.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se de um lado a farofa sem gosto do século XX relegou-nos o paradigma do culturalismo, segundo o qual apropriar-se disfarçadamente ou não de manifestações e temporalidades, por dizer, exóticas, é a palavra de ordem, pelo outro nós admitimos que o que separa nossa geração das outras é, sem dúvida, o emprego de novas técnicas. Por técnica, aqui, admitimos não a digitação de escalas sistematizadas e revendidas pelos mercadores de Berkley e adjacências globais, mas a apropriação cotidiana, por vezes inocente, dos recursos e instrumentos disponíveis por meio da gambiarra necessária, quase sempre renovadora, periférica, envolvente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de expressar-se musicalmente com o que estiver ao alcance da mão difunde-se e começa a existir como movimento, ainda que totalmente descentralizado. Ninguém mais é dono do que faz, e nem mesmo pode responder por isso. Claro que isso tudo só existe virtualmente, e lá na frente, como uma sombra, podemos enxergar o dia em que apossaremo-nos dos meios de produção, tanto técnicos quanto químicos, das sonoridades mais fluidas e libertas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos, assim, na expressão material e na repercussão social da anti-canção, munida talvez de refrão e solo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106425092219308817?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106425092219308817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106425092219308817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106425092219308817' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106423916783981773</id><published>2003-09-22T06:59:00.000-07:00</published><updated>2003-09-22T10:25:34.936-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://anos80.no.sapo.pt/art002.htm"&gt;http://anos80.no.sapo.pt/art002.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106423916783981773?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106423916783981773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106423916783981773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106423916783981773' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106371215690704246</id><published>2003-09-16T04:35:00.000-07:00</published><updated>2003-09-22T10:25:12.030-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://lavajato.iuma.com.br"&gt;http://lavajato.iuma.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Estas não-canções estarão disponíveis apenas para download e nunca serão gravadas em cd. Se vir um cd do Lavajato contendo-as, NÃO COMPRE!!! TRATA-SE DE UMA FARSA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106371215690704246?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106371215690704246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106371215690704246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106371215690704246' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106364860610054100</id><published>2003-09-15T10:56:00.000-07:00</published><updated>2003-09-15T10:56:45.950-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HIPER-C:&lt;br /&gt;TRANSGREDINDO A REDE&lt;br /&gt;(fragmento)&lt;br /&gt;steve goodman&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;			33.33 rpm			45 rpm&lt;br /&gt;			2112 bpm			            2880 bpm&lt;br /&gt;			1056				1440&lt;br /&gt;                                                528                                                            720&lt;br /&gt;                                                264                                                            360&lt;br /&gt;                                                132                                                            180 &lt;br /&gt;                                                  66                                                              90&lt;br /&gt;                                                  33                                                              45&lt;br /&gt;                                               16.5                                                           22.5&lt;br /&gt;                                               8.25                                                         11.25&lt;br /&gt;                                             4.125...				5.56...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Excerto do Setor 1.8 do Manual Hiper-C Para Cientistas de s(t)ons intitulado POLIRRITMO HIDRO-DEMONÍACO – SISTEMA OPERATÓRIO PARA REINVENÇÃO DA REALIDADE SÔNICA, sobre a insurgência sônica de Kode9 – progressão polirrítmica, oitavas se estendendo, breakbeats onde se alojam curto-circuitos rumo à turbulência. Em outra parte do texto, a trajetória involuntária do futurismo rítmico afro-atlântico da batida cheia em 4 por 4 das marchas fúnebres, via ½ batida do 2 por 4, até o ¼ de nota do swing, passando pelo 1/8 de nota do bebop, convergindo para o hiperritmo de metal líquido T1000, que veio adequadamente à superfície somente nas primeiras décadas dos anos 90. Esta vasta assemblage em vórtice diagramada pelo contorno destes anos, sugere que o potencial expressivo do Atlântico Negro consiste na composição rítmica multi-escalar da turbulência. Como os cybergoths, Hiper-C parece viciado nas delícias chapadas do abuso de micro-pausa – agente diferente, mesma linha. Numa seção mais adiante do POLIRRITMO HIDRO-DEMONÍACO aprendemos que a reinvenção da realidade sônica gera desestratificação genética pelas artes marciais subaquáticas, pela insurgência contra a rede distribuída de casulos que AEO estava instalando, constituindo um arquipélago carcerário &lt;&gt; sob o Atlântico Negro. Cada casulo, segundo se afirma, estava sendo modelado na ilha submarina C20 do mago do design Buckminster Fuller e abrigava sonares rastreadores de brilho intenso, remontando o ambiente sonoro em cartografias digitais de complexidade fractal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Montar a onda corrente do hidro-ciclo Syzygy dá abertura a breaks assimétricos Hiper-C, a fim de suavizar as transições pelo continuum de freqüência rítmica, camuflando sua potência sônica com a métrica das bpm, Hiper-C reúne suas produções em torno da velocidade aganômica de 180 bpm [platô Kode9 de variação contínua) e 132 bpm (two-step demoníaco em batidas micro-break)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Para os aquassassinos distribuídos da corrente Hiper-C, Y2K foi nada menos que um scratch no vinil da história. Com o nível-C sempre pra cima, os indefiníveis fenômenos de culto foram caracterizados pelo que Kodwo Eshun referiu-se como “liquidaridade” – um gênero gentil de tao hidrotônico da turbulência, coagulando os agentes transformados num polirritmo viscoso, elástico e coletivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Hiper-C= como MCBlowfish do Digital Underground proclama (((com agradecimentos ao Psychoaquadoodoo do Parliament))) é composto por s(t)om-cientistas de toca-discos e connoseurs das práticas numéricas ocultas das assimetrias do break. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Para os Dogons da África Ocidental, os 8 ancestrais são chamados de Nommo. O ancestral-expiatório, o Peixe Nommo, Anagonno, é sacrificado para contra-atacar a disordem do universo, do qual as contínuas operações reclamatórias por terra constituem apenas a instância terrestre(((((((((((((((((((((((((((Será que a linguagem é a terra gritando?)))))))) A bifurcação de Po, o ovo cósmico detona o início da turbulência, um redemoinho cósmico. De forma diversa a Steve Hawking (que despreza qualquer matéria significativa anterior ao Big Bang), os Dogons postulam as águas abissais.           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução:&lt;br /&gt;CAPITÃO ÁCIDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106364860610054100?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106364860610054100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106364860610054100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106364860610054100' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106363237086231657</id><published>2003-09-15T06:26:00.000-07:00</published><updated>2004-02-27T01:56:31.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;apud: LATUFF&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A longa ocupação de territórios palestinos, negando direitos humanos básicos aos seus habitantes não foi o bastante. Ao falar abertamente de seus planos para matar Yasser Arafat, IsraHell nos mostra a sua verdadeira face. Assassinato intencional de civis e pessoal médico do Crescente Vermelho, demolições de residências, assentamentos, muro de "segurança"...está claro que IsraHell é o verdadeiro obstáculo a paz no Oriente Médio. Ariel Sharon é o terrorista mais bem sucedido do mundo, porque é financiado pelos Estados Unidos e sempre pode justificar sua campanha de terror como "legítima defesa". Sharon e Bush não estão interessados em negociações de paz porque vêem a Palestina como o principal front de sua guerra contra o mundo árabe e muçulmano. A deportação ou mesmo assassinato de Yasser Arafat irá transformar IsraHell num gigantesco ferro-velho de ônibus estourados. Negando a terra aos palestinos, IsraHell nunca viverá em paz, atraíndo o ódio do mundo como um imã.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dois estados. Esta é a única solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para receber/conhecer o trabalho gráfico do latuff, faça parte da mailing list do homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;latuff@uninet.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106363237086231657?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106363237086231657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106363237086231657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106363237086231657' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106331230733358099</id><published>2003-09-11T13:31:00.000-07:00</published><updated>2003-09-11T13:33:35.790-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em comemoração aos 2 anos do Inferno em Wall Street, o sempre benvindo Sarcófago:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sarcofago.cjb.net/"&gt;http://www.sarcofago.cjb.net/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106331230733358099?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106331230733358099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106331230733358099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106331230733358099' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106331203314262779</id><published>2003-09-11T13:27:00.000-07:00</published><updated>2003-09-11T13:27:13.150-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DOIS ANOS DO INFERNO EM WALL STREET&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mammumma Mammao Mammumma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106331203314262779?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106331203314262779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106331203314262779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106331203314262779' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106313879689624386</id><published>2003-09-09T13:19:00.000-07:00</published><updated>2003-09-09T13:22:02.646-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DE MAL COM O VERBO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tenha preguiça. corte, cole e entre em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.konradzeller.kit.net&lt;br /&gt;www.caligrama.kit.net&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106313879689624386?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106313879689624386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106313879689624386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106313879689624386' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305793771177721</id><published>2003-09-08T14:52:00.000-07:00</published><updated>2003-09-09T13:25:11.020-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TESTE DO ESTILHAÇO&lt;br /&gt;Genesis P Orridge&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Personagem bizarríssima do cenário musical inglês (Throbbing Gristle; Psychic TV), Genesis P Orridge empurra o procedimento do "cut-up" até os abismos da prática Magicka (bom crowleyano e decadente que é) e TotAlquímica (transmutando seu próprio corpo em andrógino). O sampler, aqui tratado como "estilhaço" (termo muito mais virulento e de grande sugestão neuropolítica), é o instrumento por excelência para detonar estados de consciência alterados e a arma perfeita para a liber-ação.   &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que samplear, jogar em loop e re-montar (tanto materiais encontrados como sons de lugares específicos selecionados pela precisão de relevância para as implicações da mensagem de uma peça de música  ou uma exploração transmídia) é um fenômeno TotAlquímico e mesmo Magicko. Não importa quão curto ou aparentemente irreconhecível seja um sampler para a percepção de TEMPO linear; ele inevitavelmente irá conter dentro de si (e acessível por si) a soma total de absolutamente tudo que seu contexto original representava, comunicava ou tocava de qualquer forma. E, sobretudo, também deverá incluir implicitamente a soma total de todos os indivíduos ligados de qualquer forma à introdução e à construção no interior da cultura original (hospedeira), e qualquer cultura subsequente (mutada ou projetada e sob qualquer modo, meio e forma) estabelece contato com o "eterno" (nas zonas de tempo do passado, presente, futuro e quantum). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Duas partículas quaisquer que tenham um dia estado em contato continuarão a agir como se elas estivessem informacionalmente conectadas, independente de sua separação no tempo e espaço" (Teorema de Bell)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se arrancarmos um pedaço de um holograma e depois o espalharmos, per-c/ser-beremos que em cada fragmento (não importa se pequeno, grande ou irregular) é visível todo o holograma. Isto é um fenômeno incrivelmente significativo. Se pegarmos, por exemplo, um estilhaço de John Lennon, este estilhaço irá conter, dentro de si e de forma bastante real, tudo o que John Lennon tenha experienciado; tudo que John Lennon tenha dito, composto, escrito, desenhado, expressado; todos os que já o conheceram; a soma total de todas essas e quaisquer outras interações; todos aqueles que algum dia o ouviram ou leram ou o viram ou pensaram a seu respeito ou reagiram a John Lennon ou qualquer outra coisa remotamente conectada a ele; todas as combinações passadas, presentes e/ou futuras de parte ou de tudo acima escrito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa informação enciclopédica - bem como a viagem pelo tempo a ela conectada pela memória e pela experiência prévia - segue esse "estilhaço" da memória, pelo que deveríamos estar bem conscientes de que ele carrega em si uma seqüência infinita de conexões e progressões pelo tempo e espaço - tão longe quanto se desejar. Agora podemos todos manter o poder de montar - via "estilhaços" - feixes de uma qualquer era. Tais feixes são, basicamente, lembranças (1). Na verdade, o que eles estão fazendo é contornar os usuais filtros da realidade consensual (já que esses últimos têm lugar numa forma aceitável como tv, filmes, músicas, palavras), bem como viajar diretamente para seções "a-históricas" de sua mente, detonando toda e qualquer reverberação consciente ou inconsciente relacionada com aquele estilhaço-hieróglifo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESSA FORMA TEMOS LIBERDADE INFINITA PARA ESCOLHER E MONTAR, E TUDO QUE MONTAMOS É UM RETRATO DO QUE CONHECEMOS OU DO QUE VISUALIZAMOS SER. O ESTILHAÇAMENTO FEITO COM HABILIDADE PODE GERAR MANIFESTAÇÃO: ESTE É O "TESTE DO ESTILHAÇO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhemos estilhaços, consciente e inconscientemente, para representar nossos próprios padrões miméticos (DNA), nossos próprios aspirações e marcas culturais; invocamos, num sentido verdadeiramente Magicko, manifestações, talvez até resultados, a fim de confundir e dar curto-circuito em nossas percepções e na segurança do todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa, sob qualquer meio imaginável, de qualquer cultura, que esteja de algum jeito gravada, e que possa ser de qualquer forma tocada novamente, encontra-se acessível e infinitamente maleável e utilizável por qualquer artista. Tudo está disponível. Tudo é livre. Tudo é permitido. MONTAGEM é a linguagem invisível de nosso TEMPO. Escolhas infinitas da realidade são o presente do software para nossas crianças.  &lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Impossível traduzir o termo original, já que traz em seu interior outras palavras e idéias: RE ("fazer de novo", como em "remodelar"), MIND (mente), RE-MIND ("re-mentar" ou "refazer a mente") e REMIND ("relembrar"). Este é só um exemplo das idiossincrasias que percorrem todos seus textos ("thee" em vez de "the"; "ov" em vez de "of"; etc). Tudo muito ao gosto de um certo Genesis P Orridge ("porridge" = aveia; "origin" = origem).  [Nota do Trad.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução:&lt;br /&gt;Capitão Ácido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305793771177721?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305793771177721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305793771177721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305793771177721' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305759311668128</id><published>2003-09-08T14:46:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:46:33.040-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PANASONIC: CONNOISSEUR&lt;br /&gt;Entrevista por The Space Age Bachelor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nesse momento, há muitas pesquisas sobre como se pode usar freqüências para curar certas coisas, como doenças nervosas e coisas do tipo. Estão criando uma cadeira sonora que tem sete alto-falantes em torno de uma cadeira que é quase uma cama; é assim que estão tratando de pessoas que têm uma certa doença nervosa que faz com que tremam o tempo todo. Com certas freqüências, eles conseguem relaxar um pouco e permanecer imóveis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PANASONIC entrevistado pela secretária-eletrônica de PANASONIC. O computador olha pra frente e estremece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A empresa Panasonic ainda não veio nos procurar. Não sei porquê mas não tivemos problemas. Achamos que eles fossem nos contactar", explica Mika Vainio, metade do menos famoso Panasonic do mundo. "Mas você sabe que nós não usamos o logo deles..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse duo sediado na Finlândia foi brindado pelas cenas minimalista, eletrônica e techno, dos dois lados do Atlântico, com um sucesso trazido por seu álbum "Vakio", por um prestigiado remix de "Telegram" da Bjork e pelo segundo álbum, "Kulma" ("ângulo", em finlandês), via Blast First/Mute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minimalismo não é a palavra mais adequada, já que nesse caso temos um processo que está mais para a fascinação microscópica com o próprio som. Faixas como "Murto Neste" soam como techno sugado pra dentro de um aspirador, deixando apenas um esqueleto frágil dos sons que torna difícil de se conseguir traçar um padrão. As faixas se desenvolvem num plano microscópico, em que apenas os elementos mais fortes e mais flexíveis sobrevivem. Qualquer coisa mais frívola - como uma linha de baixo ou sintetizador - é abandonada. Em Helsinki, 25 graus abaixo de zero, todos os discos florais e delicados das discos da Europa ficam trancafiados em casa ou mais ao sul, junto da fronteira, nas discos alemãs de terceira... Quando indagado sobre o clima na Finlândia, um país onde o suicídio é quase qualificado como um setor econômico (quer ouvir a música mais triste do mundo? ouça música clássica finlandesa!), Mika diz: "Tenho certeza que nos afeta. Só que é inconsciente. Quando nós fazemos música, nunca pensamos ou tentamos fazer música sobre a neve e o gelo. Nós apenas fazemos sons."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Panasonic focaliza-se em freqüências (que Mika descreve como tendo vidas próprias), timbres e estalos que são o motor e a corrente sangüínea do próprio som. "Kurnutus" é um bom exemplo desse processo. Um som que parece o coaxar de um sapo é repetido durante 3 minutos, mas pelo fim da faixa desintegra-se em chiados, estalos e estouros. Segundo Mika, "o principal em nossa música é o som em si mesmo. Descobrimos que quanto menos sons você puser de uma vez, mais você extrairá desses sons. O minimalismo todo é em cima da idéia de tentar tirar o máximo das pequenas coisas. Só que nós preferimos nos concentrar mais no som em si do que na estrutura da peça."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui temos uma música de fascinação - em outras palavras: ao prestar tanta atenção a sons particulares, estes tornam-se fetiches. Trata-se de uma música na qual os sons são forçados a existir num estado perverso de isolamento. Tudo é magnetizado para o interior de fluxos diretos. O todo é reduzido para que se veja a parte, para aumentar a audibilidade dessa parte, como pernas sem um corpo. É a música do incontestável e da finalidade, que vai além da superfície, rumo à obscenidade. Vá para além da superfície e assuma os riscos. Música sem diversão. Música sem ilusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O noise-nik Merzbow descreve seu trabalho como "música-fetiche". Certa vez, descrevi Merzbow entusiasticamente para um amigo como "música que te faz saber como é o som dentro de um avião em chamas". E logo depois de falar isso, percebi como era estúpida essa descrição - como se eu quisesse saber como é o som no interior de um avião que explode... Recentemente Panasonic remixou Merzbow como parte do Scumtron. Perguntei então a Mika por que as pessoas são atraídas por sons que parecem ser, e talvez sejam, desagradáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A primeira vez que ouvi foi bem interessante, coisas como os primeiros do Throbbing Gristle, Einstürzende Neubaten, bem perturbadoras, mas ainda bem interessantes. É como aprender a comer um tipo de comida novo e estranho, como quando comi sushi pela primeira vez: foi estranho, mas depois que você saca o sabor, começa a gostar... Eu simplesmente adoro essa situação de deparar-se com algo que é difícil de suportar, pra então trabalhar e me concentrar nisso. Aí você consegue apreciar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente de Merzbow e outros companheiros de noise, consigo encontrar algo de "agradável" na música do Panasonic. Nas palavras de Mika, "não vemos nossa música como algo extremado. Somos bem electro-pop."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção para as freqüências de alta decolagem. Não ouça de estômago vazio.           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305759311668128?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305759311668128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305759311668128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305759311668128' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305754476879123</id><published>2003-09-08T14:45:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:49:48.350-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O PRAZER SECRETO&lt;br /&gt;Ariel Arango&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por serem os punhos de Onã especialmente caros a alguns mortos ilustres (de Diderot a Salvador Dali) e a todos que estão vivos e latejantes, seguem excertos de texto do psicanalista argentino Ariel Arango, onde as significações da masturbação e suas vastas possibilidades (da carícia genital infantil aos implementos elétricos) são postas em questão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Masturbar-se, segundo o “Diccionario de la Real Academia Española”, vem do latim “masturbare”, e significa buscar, solitariamente, gozo sensual. Este prazeroso, embora proibido, hábito também é chamado de onanismo. O nome vem do chamado pecado de Onã e sua origem remonta à antiga tradição bíblica. O patriarca Judá casou seu filho mais velho Her com Thamar. Quando seu primogênito morreu, Judá quis que seu segundo filho, Onã, tomasse a viúva por esposa, obedecendo uma antiga lei dos egípcios e fenícios. Mas Onã odiava o irmão morto e o primeiro filho de seu casamento devia ter o nome dele. Então, para impedir essa odiosa possibilidade, evitava, no coito, a concepção, ejaculando o sêmen no chão. Embora se ignore se com este fim praticava o “coitus interruptus” com sua mulher, ou simplesmente forçava a natureza com sua mão, daquele momento em diante, o pecado de Onã consistiu na satisfação sexual solitária. Os homens, os macacos, os cavalos e os cães o praticam regularmente. Segundo Voltaire, no seu tempo, a ele também sucumbiam – e muito especialmente – “os estudantes, os pajens e os frades jovens...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, obviamente, esse gozo egoísta não se restringe apenas ao homem. Ao fecundo escritor francês Restif de la Bretonne (1734-1806) devemos a mais antiga e precisa descrição da masturbação feminina(...) E na história da pintura, talvez seja em “A primavera” (1478), do pintor florentino Sandro Botticelli (1445-1510), que o onanismo feminino atinja sua mais bela, embora simbólica, representação plástica(...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não se busca a gratificação sexual somente nos órgãos genitais; pode desfrutar-se também em outros lugares da anatomia. Muitas masturbações de mulheres ou homens homossexuais consistem, por exemplo, em introduzir no cu, ritmadamente, algum objeto duro, grosso e comprido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No “Satiricon”, de Caio Petrônio (século I), o maior clássico da pronografia romana e o mais antigo romance conhecido, o protagonista Encolpio se dá a este prazer por procuração. É o que aconteceu quando a sacerdotisa do templo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...trouxe um falo de couro, untou-o com pimenta, semente de urtiga e azeite, e foi introduzindo pouco a pouco no meu cu.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, o corpo todo é um âmbito propício para estes prazeres exclusivos. Normalmente eles vêm acompanhados também de ricas idéias e imagens lascivas [1]. Todos os impulsos e amores proibidos ou impossíveis aí encontram uma realização imaginária. Anna O, a primeira paciente de uma rudimentar psicanálise, chamava esse mundo interior de seu “teatro privado”. E as representações desse teatro mental são o infalível espetáculo do masturbador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca viu um bebê entregue ao gozoso trabalho de chupar o dedo? Ou estirar a pele do prepúcio do seu pequeno pênis, ritmadamente, como se fosse um elástico? Ou a menina pequena esfregar obsessivamente suas coxas abstraída em voluptuosas sensações? Ou combinar as carícias dos genitais com beliscos no lóbulo da orelha?[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida de que somente uma pertinaz e completa negação dos fatos pôde impedir que a masturbação infantil fosse notada. Descobrir o óbvio. E é claro que já é por si só um enigma psicológico observar como é possível afastar de nossa vista paisagens inteiras da realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a resposta é simples: é um resultado da consciência moral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência não só nos diz o que devemos fazer, mas também o que devemos ver. Não só impede nosso gozo sensual mas também perturba nosso olhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, a valoração moral do onanismo não foi sempre a mesma no curso da história. O mundo antigo, diferentemente do pensamento judeu e cristão, via no instinto sexual um impulso divino, religioso, e os deuses eram sempre imaginados, na escultura, na pintura e na poesia, com todo o esplendor do corpo humano. A sexualidade era, além disso, um ingrediente natural e espontâneo da vida cotidiana da Grécia clássica. Manifestava-se em estátuas, quadros, vasos, lâmpadas de terracota... Até os pratos das crianças tinham desenhos de homens e mulheres entregues à arte do amor. Estátuas de Príapo, protetor dos jardins e das hortas e dono de um falo descomunal, erguiam-se nas esquinas das ruas. Mulheres solteiras e casadas ajoelhavam-se diante dele e pediam-lhe, em suas preces, o dom da fertilidade (...). Não é de estranhar, então, que nesse ambiente de grata licenciosidade se encontrassem sapateiros que fabricavam falos de couro para vender a damas desejosas de masturbar-se. No Museu Britânico há um vaso onde se vê a figura de uma cortesã que leva na mão essa estimulante prótese chamada “olisbos”, e no Museum of Fine Arts, de Boston, é possível observar dois vasos áticos com figuras negras pintadas pelo Pintor de Amasis que representam dois homens deitados e languidamente entregues a masturbar seus grandes pênis com a mão. E na peça de Aristófanes, “Lisístrata”, ‘a pacífica’, o onanismo também é impudicamente exposto(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo francês Diderot denunciava a castidade como anti-natural e aprovava a punheta como um alívio indispensável:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A natureza não tolera nada inútil. E então, como podem me reprovar que eu a ajude quando pede a minha ajuda pelo menos equívoco dos sintomas? Não devemos provocá-la nunca, e sim dar a ela, de vez em quando, uma mão.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, realmente, representa um grande avanço o fato de o paciente, no decorrer do tratamento psicanalítico, tornar a permitir-se o onanismo. Embora, é claro, sem o propósito de permanecer “sine die”, sem fim, neste gozo de ermitão. “Dar de vez em quando uma mão” à natureza supõe para ele um saudável progresso. O paciente deve experimentar, sem medo e sem vergonha, todos seus impulsos instintivos. Reconhecer-se em plenitude, para assim poder tomar consciência da profunda verdade que os célebres versos do comediógrafo latino Terêncio (185-159 a.c.) encerram: “homo sum; humani nihil a me alienum puto”; sou homem e nada do que é humano me é alheio. Só assim poderá continuar seu desenvolvimento sexual normal.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. “A propósito de tais imagens que acodem durante a prática de prazeres exclusivos, lembremo-nos que Salvador Dali nos relatava experimentar imagens trágicas e violentas de pessoas de sua família durante o espasmo consecutivo à prática masturbatória.” (Des Hermies) [nota do editor]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. “Sobre o potencial revolucionário desta descoberta, recorrer à imagem obsedante que o bardo Hakim Bey nos propõe, à maneira de um outdoor urbano, de uma criança se masturbando” (Monsieur Durtal) [nota do editor]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305754476879123?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305754476879123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305754476879123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305754476879123' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305745869698479</id><published>2003-09-08T14:44:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:44:18.626-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;OS TOQUES DE ATABAQUES&lt;br /&gt;Claude Lépine &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restringindo-nos aos toques de atabaques utilizados nas festas públicas, e sem falar de outros tipos de cerimônias em que os tambores intervêm, é preciso saber que há, para cada òrìsà, vários tipos de toques que se referem a funções distintas e episódios precisos da vida mítica da divindade, que servem para saudar, para chamar, para festejar e dançar, para a despedida, enfim, para cada tipo de circunstância. Além disto, existem várias séries de cantigas acompanhadas por um mesmo ritmo. O estudo dos toques de atabaques, por si só, mereceria todo um tratado, isto sem falar dos cânticos e da coreografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrarei apenas que os tambores falam; são seres sagrados, dotados de força vital, e que somente os músicos iniciados podem tocar; eles devem permanecer em pé, e nos dias de festa são vestidos de um òjá. Os sons que eles emitem reproduzem as modulações da língua Yorùbá, que apresenta três tonalidades: alta, média e grave, e na qual ademais, as vogais podem ser breves ou longas. As frases rítmicas constituem uma espécie de onomatopéia; são verdadeiras locuções que reproduzem versos onde se exprime a natureza dos òrìsà chamados. Esta linguagem tem o poder de mobilizar o mundo sobrenatural. O som carrega àse, e o ritmo tem uma natureza idêntica à natureza do òrìsà. A mesma frase rítmica, assim como os mesmos versos, são repetidos incansavelmente, e a repetição rítmica reproduz a duplicação generativa primordial. Repetir a mesma seqüência rítmica, o mesmo verso, é renovar a criação; daí o poder atribuído à linguagem dos tambores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo aprofundado dos toques de atabaques e de sua linguagem poderia nos revelar muita coisa sobre a natureza dos òrìsà. Por exemplo, no caso do àlujá, dança guerreira, na qual Sàngó combate, atirando pedras de raio, destaca-se uma locução rítmica duodecimal, onde é nítido o número 3x4 que caracteriza este òrìsà.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, os ritmos musicais diferenciam as nações, não podendo ser misturados, e constituem seqüências que não devem ser interrompidas. Permitem diferenciar facilmente três grandes grupos rapidamente identificáveis de òrìsà, que correspondem às três nações que já conhecemos: kétu, ijesa e jeje. Contudo, referem-se não apenas à nação à qual pertence o òrìsà, mas também às divindades com as quais este último tem relações míticas. Por exemplo, os ritmos ijesa são essencialmente consagrados a Òsun, a divindade de Osogbo; mas Ósòsì dança junto com ela por ser seu marido, assim como Ògún, "porque também passou por lá". Indico a seguir os ritmos mais comuns do candomblé jeje-nàgó:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)os ritmos kétu: mais numerosos e mais diferenciados que os outros são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o arebate, que acompanha a entrada das iniciadas e &lt;br /&gt;comporta três;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- cantigas, a segunda sendo semelhante ao tonibode de &lt;br /&gt;Sàngò;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o ajagun, toque guerreiro próprio de Ògún, mas que&lt;br /&gt;serve, às vezes, para Òsàgiyán;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o lagun-lo, outro toque guerreiro próprio de Ògún;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o agabi, usado para Ògún e Sàngó;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o àlujá, que é o ritmo típico de Sàngó;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o tonibobe, também próprio de Sàngó;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o àgèrè, toque dos caçadores, que serve para Òsòsì e para Yãsan;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o ìgbìn, toque consagrado a Òsàlà;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o apanije, característico de Omolu;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o ritmo próprio de Yémánjá, que é às vezes mencionado como ijika;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o toque bàtá, próprio de Sàngó;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o kìrìbótó, que serve para Náná;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) os ritmos ijesa: servem essencialmente para Òsun, mas também para Ògún, Òsòsì, Logun Ede, Òsàlà, Òsànyìn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) os ritmos jeje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o avania é tocado no início, para saudar todos os òrìsà,&lt;br /&gt;quando entram no barracão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o adarrum é utilizado para chamar todas as divindades jeje e faze-las baixar na cabeça de suas filhas. Comporta três cantigas, como o arebate. É um toque extremamente rápido, que evoca o ruído de um trem&lt;br /&gt;passando em alta velocidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o bravum serve para fazer dançar todas as divindades&lt;br /&gt;jeje;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o darome é mais especificamente consagrado a Becém;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o abata, pouco conhecido, é próprio de Iyálode;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o sato é de Becém;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o vivauê serve para Omolu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS TOQUES DOS ATABAQUES É UM FRAGMENTO DO TEXTO "ANÁLISE FORMAL DO PANTEÃO NÀGÓ", PUBLICADO ORIGINALMENTE NA COLETÂNEA "BANDEIRA DE ALAIRÁ - OUTROS ESCRITOS SOBRE A RELIGIÃO DOS ORIXÁS", ORGANIZADA POR CARLOS EUGÊNIO MARCONDES DE MOURA E PUBLICADA, EM 1982, PELA EDITORA NOBEL, SÃO PAULO.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305745869698479?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305745869698479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305745869698479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305745869698479' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305738557279505</id><published>2003-09-08T14:43:00.000-07:00</published><updated>2003-09-09T13:30:14.533-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MICRO-ONDAS E O CONTROLE DO ESTADO &lt;br /&gt;Luc Jouret&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controle pelo Estado das faculdades mentais de seus cidadãos é simplesmente a mais importante das armas na batalha para se estabelecer a nova ordem mundial. Os métodos abrangem desde as antigas propagandas da Religião e do Nacionalismo até as modernas tecnologias do Eletromagnetismo e das armas acústicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As armas mais úteis ao Estado são aquelas que afetam direta e permanentemente o bem-estar de todos os cidadãos (leia-se: perturbadores em potencial). Tecnologias virais têm sido estudadas há decadas e os eua até mesmo admitem experimentos no passado, lançando vírus em metrôs e ruas de algumas das principais cidades, para que, assim, pudessem estudar o padrão de disseminação de uma doença. É claro que eles só admitem ter feito isso nos anos 50, mas é de se aventar que tais experimentos ainda têm lugar. Controle do clima, pressões sociais e aumento no tempo de lazer são usados para convencer as pessoas a se congregarem em grandes grupos, durante a estação quente – esta é a situação ideal para se propagar vírus. A doença resultante não é facilmente definida ou mesmo diagnosticada. A vítima estará apática, levemente confusa e fisicamente doente, em descanso; apesar de sua doença, se sentirá apta a trabalhar e provavelmente não irá incomodar um médico com queixas mínimas. Ou então os sintomas podem ser difíceis de se expressar ou vagos o bastante para serem questionados por cínicos e ignorados por aqueles que estão sempre prontos para tirar lucro dessa situação. O efeito global é “acalmar” e debilitar a população. Outro efeito colateral é a pressão social de grupo, que desencoraja o individualismo, a liberdade de pensamento, a inteligência e as ações construtivas. Muitas outras doenças modernas podem ser o resultado de políticas semelhantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusações de imaginação delirante e insanidade são as reações comuns naqueles que sofrem da mais perigosa das formas de controle pelo governo – aquela que se dá por meio de tecnologias eletromagnéticas e de micro-ondas, e de implantes inter-cranianos. Há provas de que micro-ondas, ondas de rádio e implantes eletrônicos em cérebros têm sido usado em experimentos com grupos de indivíduos pela Europa e América do Norte. Em 1987, noticiou-se que cidadãos do leste do Canadá estavam sendo submetidos a graves alterações em seus ânimos, que se acreditava serem causadas por transmissões eletromagnéticas dos russos. Tais transmissões também são usadas pelos serviços secretos dos eua, reino unido, Rússia e Suécia (entre outros), tanto contra dissidentes como contra alvos experimentais aleatoriamente escolhidos. As armas de rádio-frequência podem danificar o sistema nervoso e levar à morte. A pulsação radioativa produzida pelas micro-ondas pode, mesmo em níveis baixos e sub-térmicos, levar à desorientação, degradação da inteligência e interferência na corrente sangüínea, sendo capaz, ainda, de induzir rapidamente ao câncer. Estas pulsações também podem causar oscilações acústicas no cérebro, levando à experiência de “vozes na cabeça”. É fácil de encontrar na maioria das instituições para doentes mentais, esquizofrênicos paranóicos que lhe dirão que o governo ou alienígenas plantaram transmissores em suas cabeças; mas não se esqueça de considerar que alguém com histórico de doenças mentais é o sujeito perfeito para um experimento destes. Eles se tornam prisioneiros (graças ao implante), inseguros de suas faculdades e facilmente repudiados, sendo diagnosticados como esquizofrênicos se perceberem o que está acontecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No reino unido, afirma-se que micro-ondas sub-térmicas (abaixo dos níveis regulamentados de 10.000 microwatts/2) foram usadas para atacar as manifestantes pela paz do Greenham Common. As protestantes estiveram sob pesada vigilância militar e policial desde 1981, mas três anos depois ela foi drasticamente reduzida, ao mesmo tempo em que a maioria das mulheres começou a cair doente. Os sintomas reportados incluíam dores de cabeça terríveis, sonolência, problemas na fala, paralisia temporária e sangramento menstrual fora do comum. Todos esses sintomas são efeitos reconhecidos da exposição à micro-ondas de baixo grau. Antes disso, uma antena nova e sem identificação havia sido colocada na base. Os sinais mais fortes apareciam apenas onde as manifestantes estavam acampadas e pareciam estar voltados para o acampamento. O escritório norte-americando de defesa nuclear e seu sistema de inteligência consideraram a aplicação de micro-ondas de baixo grau como “repressão psicológica”. Danos potenciais em cromossomos e no cérebro, bem como defeitos de nascença congênitos, podem ser causados por essas transmissões. O uso de micro-ondas num pequeno grupo pode ser facilmente monitorado e, usando transmissões por satélite, grandes áreas da população podem ser afetadas. Os estabelecimentos secretos de operações de todos os governos estão concorrendo para desenvolver em grande escala estas tecnologias de controle da mente, ao mesmo tempo que espalham um mito de invencibilidade de um governo que suscita paranóia e apatia em seus cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução:&lt;br /&gt;Capitão Ácido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305738557279505?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305738557279505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305738557279505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305738557279505' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305728052533414</id><published>2003-09-08T14:41:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:41:20.476-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MANDAMENTOS DA FÉ PORNÔ&lt;br /&gt;Alberto Pimenta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Amarás a proximidade acima de todas as coisas.&lt;br /&gt;2. Tomarás e te amarás.&lt;br /&gt;3. Invocarás os que te vão&lt;br /&gt;4. Guardá-los-ás nos teus anos.&lt;br /&gt;5. Honrarás o pai e a mãe que te desonram.&lt;br /&gt;6. Não darás vida.&lt;br /&gt;7. Adulterarás e não só.&lt;br /&gt;8. Não te furtarás nem te fartarás.&lt;br /&gt;9. Não desprezarás as Testemunhas que te vierem à porta. &lt;br /&gt;10. Cobiçarás pela frente e por trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305728052533414?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305728052533414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305728052533414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305728052533414' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305697435889720</id><published>2003-09-08T14:36:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:36:14.320-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;UMA NOVA ARTE: A SONIA&lt;br /&gt;Pierre Garnier&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Poesia sonora? Música fonética? Garnier trabalha na fronteira entre o som e o sentido, entre a palavra e o ruído: música e poesia, ao tomarem o sopro como matéria-prima,  confluem para a reinvenção do corpo. Uma nova arte (a sonia) – ou quase nada – onde esse som-palavra primordial (sopro-corpo) é uma pintura abstrata, dotada de superfície, volume e ritmo. Poiesis pura: manifestação total do espírito criador e revalorização espiritual do fazer. E o objetivo final: “destruir o substrato mais sólido e secreto da sociedade: a língua” pela manipulação eletrônica dessas unidades mínimas de significação. “Menos arte, mais energia transmitida”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;_____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Este lugar da energia existe no homem. Sob as palavras usadas até mesmo sob as articulações primitivas, em pleno pulmão: o sopro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incessantemente ele transforma o corpo em luz. Metamorfose do sangue pesado em sangue leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sopro é a roda fulgurante que percorre, de um lado, o seco e o podre – e, de outro, o céu, as asas, os anjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sopro consome os corpos – restando apenas grandes sopros quentes no meio do ar -,&lt;br /&gt;depois, corpos quentes aparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamo de poesia o conhecimento do sopro, já que é o esgotamento do universo para o universo. Aí então o corpo se reinventa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravo meu sopro; trabalho com ele. Até então dormia perto dele. E ei-lo, agora, enorme, um alarido de gênese, galopes de planetas – meu corpo torna-se minúsculo – ele se engole nesse sopro –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa bruma ensolarada de gênese, que cresce infatigavelmente sobre a ebulição do corpo, é um sopro de energia que repele, antes de tudo, a forma prestes a aprisioná-lo, mas já despontando, em suas franjas, claridades esparsas, concreções de sóis, matéria de mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, compreendo: o ‘quem sou eu?’ não me diz respeito. ‘O que é o universo?’ torna-se a única questão. Respiro, logo o universo existe. E se o universo existe, posso me reinventar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desembaracei a poesia das frases, palavras, articulações. Eu a ampliei ao nível do sopro. A partir desse sopro, posso reinventar uma língua, nascerão sons, articulações, palavras, novos conjuntos que não mais serão frases baseadas sobre a trindade indo-européia: sujeito-predicado-complemento – &lt;br /&gt;a partir desse sopro podem nascer um outro corpo, outro espírito, outra língua, outro pensamento – posso reinventar um mundo e me reinventar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ezequiel tinha percebido bem aquela roda de fogo que acompanha cada ser, o sopro-roda, o sopro-aeroplano, o sopro-foguete que leva cada um às alturas ou às escórias, transportando um por um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sopro-energia-vibração-ondulação-radiação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ódio pela fragmentação, pela especialização, pelos andrajos que os homens-macacos estraçalham, cada qual em seu canto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberamos a poesia de sua carga de frases e de palavras. Captamos e transmitimos o som. Posso, agora, esperar. Esperar até que novas máquinas nos permitam trabalhar com o sopro mais profundo que o próprio sopro, com as energias, as ondas. Logo mais: civilização das ondas, sem o intermediário das linguagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta via em direção às energias, às forças e às ondas que me parece ser, agora, aberta graças à sonia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonia é um lugar onde os próprios germes da cultura se enraízam na natureza (desculpem-me por esta formulação e por seu ridículo; estes ‘mais ou menos’, e eis aí o absurdo da linguagem); a sonia é concreta, pois escapa ao enunciado do pensamento, a explicação que a língua dá incessantemente de si mesma. Mas devemos ir mais longe, ultrapassar a idéia de OBJETO SONORO – a idéia mesmo de obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justo nesse universo, reconhecido como energia, vibração e ondulação, é que é preciso que se acabe com a obra de arte como algo fechado e permanente, repousando sobre si mesma. Esta concepção apaziguante de arte não era, evidentemente, mais que uma máscara. É possível imaginar doravante uma civilização sem contemplação, sem ação prática, sem contato de almas, de corações e de espíritos, tal como se entendia comumente pela intermediação da linguagem, mas uma civilização de energias, de ondas, de impulsos, portanto cósmica e universal do homem desvencilhado da terra e de suas imagens.”    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução:&lt;br /&gt;Florivaldo Menezes &lt;br /&gt;[POESIA SONORA: POÉTICAS EXPERIMENTAIS DA VOZ NO SÉCULO XX]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305697435889720?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305697435889720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305697435889720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305697435889720' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305687766555940</id><published>2003-09-08T14:34:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:34:37.633-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;UMA ENTREVISTA COM GLAUCO MATTOSO&lt;br /&gt;Por Wilton Rossi &amp; Vivaldo Trindade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Glauco Mattoso é talvez o único poeta verdadeiramente maldito das letras brasileiras. Isso se pudermos desvestir o termo de seu significado depreciativo, já que sua obra vem logrando uma lenta e merecida penetração nas altas rodas literárias. A prova maior de tal feito é a aclamação de sua recente trilogia de sonetos, completada com a publicaçatilde;o de "Geléia de Rococó: sonetos barrocos". Confira nesta entrevista a verve afiada do escritor abordando temáticas polêmicas nas quais sempre calcou seus escritos: a podolatria, os skinheads, o glaucoma que o levou à cegueira e muito mais. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você poderia falar um pouco do Jornal Dobrabil e do êxito que este alcançou na época? &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um êxito relativo. Na verdade, o Dobrabil era um entre muitos fanzines numa época em que toda a cultura brasileira era praticamente underground, devido à censura do regime. O que diferenciou meu zine dos demais foi a "cara" datilográfica meio vanguardista e a forma de distribuição que, ao invés de mão-a-mão, se restringia ao correio e a um grupo fechado de destinatários, quase todos formadores de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Qual a importância do grupo SOMOS na sua formação? Foi uma experiência que contribuiu positivamente para sua escrita?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SOMOS contribuiu positivamente para minha formação, mas não influiu na minha escrita. Minha participação no pioneiro grupo gay brasileiro foi importante tanto para mim quanto para eles. Para mim porque me colocou em contato com muita gente que também "saía do armário", e possibilitou grande troca de experiência; e para eles, porque lhes coloquei na cabeça uma porção de minhocas, inclusive os tabus sadomasoquistas. No entanto, a militância gay já era tendente ao "politicamente correto" e nada acrescentou à minha visão pervertida e mal-comportada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A sua autobiografia, O Manual do Pedólatra Amador, parece ter chocado muita gente quando foi publicada, sendo que, no mesmo livro, você lista uma série de autores que no transcorrer da história da literatura trataram de temas que lhe são afins: escatologia, podofilia, sadomasoquismo, homossexualismo, etc. A que você credita tal atitude por parte do público?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, porque as outras obras pertencem a um patrimônio literário de gerações passadas (caso de Sade, Masoch, Genet e outros) e as novas gerações só prestam atenção àquilo que circula no momento. Em segundo lugar porque eu falava de meus temas de forma autogozativa e irônica, sem aquele peso da literatura mais intelectualizada, que parece hermética ao leitor comum. Curioso é que em duas ocasiões meu livro despertou a podolatria em estrangeiros que têm à sua disposição muito mais informações a respeito do que os brasileiros, e no entanto vieram a se interessar pelo assunto só depois de lerem o meu livro. Um deles é um inglês que vive no Rio de Janeiro, e outro um norte-americano que acaba de defender uma tese sobre minha obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de sua carreira, você muitas vezes trabalhou com quadrinhos e fanzines. Como você vê a relação entre a dita alta literatura e a mídia alternativa?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação entre as várias mídias e os diversos gêneros de arte nada mais é que a partilha de temas que interessem a pessoas de qualquer época ou lugar, ou seja, questões universais. No caso do underground o que ocorre é que ele escancara sem censura os mesmos tabus que a dita literatura clássica trata com pudores e escrúpulos éticos e estéticos. No fim e no fundo, é tudo a mesma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Você se definiria como um anarquista?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que sim. A atitude do livre-pensador é independente na medida em que questiona e desafia quaisquer regras. O individualismo intelectual é uma conquista difícil, pois nos coloca permanentemente em dúvida se pensamos com a própria cabeça ou se macaqueamos coisas de que gostamos. A única maneira de manter a independência é fazer pouco caso até daquilo que curtimos. Ser anarquista, portanto, é não ter dó nem de si mesmo. Por isso, acho que sou anarquista, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Você foi o tradutor da Bíblia do Skinhead, de George Marshall, além de traduzir várias letras de música de bandas skins, incluindo algumas de White Power. A aproximação com grupos de extrema-direita que sempre perseguiram minorias não lhe incomoda?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. A única maneira de exorcisarmos o mal é termos contato com ele. Ninguém se livra de um problema fugindo dele e fazendo de conta que ele está longe de nós. Além do mais, a tentação do proibido é o que fascina. Vocês reparam a insistência com que a cena sadomasoquista invoca os fetiches nazistas como símbolos de opressão e dominação? Na verdade o que acontece é que, ao explorarmos esses ícones nós estamos lidando com uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que divulgamos sua presença e aparentemente lhes fazemos propaganda, também alertamos as consciências para o seu potencial nocivo e deles fazemos a denúncia. No meu caso, o fetiche podólatra se concretiza nas botas opressoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A podolatria ainda é a alternativa mais segura perante o risco da AIDS?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente não é a mais segura, porque hipoteticamente alguém poderia passar o sangue da ferida de um pé machucado para língua ferida do podólatra. Tirando, porém, essa hipótese estapafúrdia, o contato boca/pé ou boca/calçado é tão inofensivo quanto respirar a poluição de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De que forma a cegueira provocada pelo glaucoma afetou o seu processo criativo?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O glaucoma afetou minha vida e minha obra o tempo todo. O próprio pseudônimo é sinal de que a ameaça da cegueira nunca me deixou em paz. No entanto, acho que só atingi a plenitude da minha capacidade criativa no momento em que a visão já estava se acabando. Tenho a impressão de que a virada decisiva aconteceu quando traduzi Jorge Luis Borges, que misticamente foi um bruxo cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um dos grandes méritos artísticos da sua obra reside no uso inteligente do humor e da sátira, qualidade mantida na sua recente trilogia de sonetos. Como manter esse humor intacto face a tantos problemas enfrentados como deficiente visual?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é uma só: fazendo o tipo de humor que faço, ou seja, humor negro. Minha poesia trata a questão do deficiente em particular, e do ser humano em geral, como motivo de escárnio e zombaria impiedosa. É a tal história do exorcismo: você se protege ou se defende do mal tratando-o como se não o fosse e tirando-lhe a força destruidora. Isso nem sempre é compreendido, pois parece que brincamos com a desgraça alheia, mas fica mais fácil de entender quando o leitor percebe que o autor não poupa nem mesmo sua própria desgraça. Quando gozo minha dor, me coloco na posição de quem se diverte às custas dum inimigo derrotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Após a conclusão de sua trilogia de sonetos camonianos, quais são seus planos para o futuro?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curto prazo, estou trabalhando na construção de minha homepage na internet, e percebo que a empreitada equivale quase a escrever ou organizar uma enciclopédia. Mais para a frente, o próximo projeto é um CD reunindo alguns sonetos em forma de interpretação musical, arranjados e executados por artistas de diversas tendências, do rock ao erudito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305687766555940?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305687766555940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305687766555940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305687766555940' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305623281128846</id><published>2003-09-08T14:23:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:23:52.830-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O ESQUIZÓIDE HOMEM DO SÉCULO XXI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;DJ Spooky é o homem da Renascença para o próximo milênio. Músico combinado com filósofo, engenheiro espacial (com estilo próprio) da cidade invisível, planando entre o subterrâneo musical de Nova Iorque e as altitudes do universo da arte. Fragmentos de um perfil assinado por Simon Reynolds (The Wire).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se DJ Spooky, também conhecido como The Subliminal Kid [O Garoto Subliminal], não existisse, seria necessário inventá-lo. Havia um vazio esperando para ser preenchido por uma figura que não é apenas atenta às perturbadoras e estimulantes implicações pós-modernas da cultura "corte&amp;mixe", como também se desvia para exacerbá-las... Este é DJ Spooky: "o dj-enquanto-filósofo", alguém que pode mover-se com desembaraço e alegremente pelas jams cultuadas nos subterrâneos do hip-hop, pelas raves, pelas festas ambient, pela cultura de sobrolho fechado da revista "Artforum", pelas conferências na ICA, pelos livros da Semiotexte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sua retórica exaltada e espertíssimas frases de efeito - a fita de mixagem como "tela eletromagnética", o Dj como "escultor de atmosferas", a música ambient como "alterespaço eletronírico", e a si mesmo como "o engenheiro espacial da cidade invisível" - Spooky tornou-se, em poucos anos, uma figura tanto celebrada como controversa na cena de Nova Iorque. Para alguns, ele é um malabarista de ponta, andando sobre a corda bamba e digno de culto; para outros, ele é um mago do auto-hype, ou pior, um evangelista do niihilismo pregando pela "Morte de Todos Os Nossos Valores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meus dois grandes lances", diz esse jovem gênio de 24 anos enquanto se acomoda em seu favorita café tailandês no centro de Manhattan, "são 'entropia cultural' e 'arte pós-racional'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por 'entropia cultural', entenda-se que, na era da sampladelia, os significantes culturais estão sendo arrancados de suas raízes e eterealizados, resultando num estado final em que toda a diferença se apaga. 'Pós-racional' é a arte que não lida com a narrativa ou com o significado, mas sim com um fluxo de sensações, "arte que é imersiva". O exemplo supremo de ambas as síndromes é a música dance digitalizada, particularmente as favoritas de Spooky (ambient, trip-hop e jungle). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticos veteranos da contra-cultura e acadêmicos marxistas concordam que o discurso "Baudrillard-encontra-B-Boy" é perfeitamente decadente, uma elaborada racionalização do descompromisso político e da resistência às seduções da mórbida hiperrealidade capitalista. Seus slogans - como "Aposse-se dos modos de percepção!" - cutucam mais a ferida dos choramingas que postulam a morte da história e da mobilização política. A diferença fundamental entre estes nostálgicos dos anos 60 e um filhote da noite digital como Spooky é geracional, temperamental e talvez até mesmo uma questão de estrutura diferente da psiquê, baseada em torno de um sentido do super-ego mais tênue e menos opressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num texto recente publicado no "Village Voice", intitulado Yet Do I Wonder, parte de uma série de artigos em que escritores afro-americanos ponderam sobre questões de identidade e comunidade, Spooky escreveu "todos os 'valores de família' patriarcais que já imaginei começam a cair e a se esfacelar quando penso nos lances que fazem meu dia-a-dia: discotecar, viver quase como um invasor de casas..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de seu pai (um advogado radical da causa negra) quando Spooky tinha 3 anos tornou-se tanto um fato biográfico como um elemento crucial do seu mito. Por seus estudos em literatura francesa e filosofia na universidade da Ivy League, Spooky está tão imerso em especulações teóricas pós-lacanianas (como TJ - theory jockey - que é) como em técnicas avançadíssimas de turntablism, que ele pratica com grande desenvoltura e virtuosismo.          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305623281128846?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305623281128846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305623281128846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305623281128846' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305520056654181</id><published>2003-09-08T14:06:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:07:37.726-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;AFROFUTURISMO???????????????????????????????????????????????????????????&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. ROTAS DE NAVEGAÇÃO PELO ATLÂNTICO NEGRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Re-escrever a diáspora africana (África&lt;--&gt; América) sob a experiência da abdução/ficção-científica? Registrar, recuperar, alimentar e desenvolver possibilidades múltiplas de matriz cultural dentro de um mesmo território - aqui concebido tanto em termos geopolíticos tradicionais como cibernéticos de uma zona de interações eletromagnéticas, simulações e trocas codificadas de ideologia? Num mundo de armas (como ensina o hip-hop viro-hipnótico de Prince Paul), todas as tecnologias de registro e propagação de memes são legítimas, e assim devem ser usadas; como já propunham os Black Panthers, devemos dominar a linguagem e usá-la como espada para rasgar o caminho por entre os véus da mentira lingüística que vêm mantendo o controle da palavra e do turno de fala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;2. A HISTÓRIA É UM PESADELO DO QUAL NÓS TEMOS QUE ACORDAR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...um povo roubado mantido num estado colonial numa terra roubada...&lt;br /&gt;seqüestrados em seu próprio solo, transportados milhares de quilômetros&lt;br /&gt;pelo oceano e deixados numa terra estranha e numa situação totalmente hostil...”&lt;br /&gt;- ELDRIDGE CLEAVER (Black Panthers), 1968  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“um grupo de seres é invadido por uma raça alienígena, capturado e arrastado por uma vasta distância a um “Mundo Novo”, onde são escravizados e mais tarde libertos após uma guerra quase apocalíptica.”&lt;br /&gt;- JEFFREY ALLEN TUCKER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“os afro-americanos são, num sentido bem real, os descendentes de abduzidos por alienígenas; eles habitam um pesadelo de ficção científica no qual campos de força invisíveis, mas não menos intransponíveis, frustram seus movimentos; as histórias oficiais desfazem o que foi feito; e a tecnologia é, com grande freqüência, experimentada sobre os corpos negros...”&lt;br /&gt;- MARK DERY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;3. SOM E FÚRIA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise esquizofônica mostra como a estrutura social é organizada em torno da tensão entre o som (os que tem direito de voz) e o silêncio (os que não tem). Por isso a voz negra soava como uma contradição: como pode o silêncio falar?          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicos negros rapidamente perceberam como o trinômio som-ruído-silêncio informa/designa/molda o eixo-realidade, atingindo força coercitiva por vezes maior que a da lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro a mixar com a escrita o imaginário musical negro foi W. E. DuBois, que abre com vinhetas musicais cada um dos capítulos de “The Souls of Black Folks”. “The Sorrow Songs”, que é o último capítulo, registra e comenta preciosas canções de trabalho afro-americanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cada nação moderna pode esquissar séculos da sua vida sentimental, política e artística, apenas com uma coleção de cantigas” &lt;br /&gt;– JOÃO DO RIO, “A Musa das Ruas”, 1908.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mais do que as cores e as formas, são os sons e seus arranjos que formatam as sociedades... Qualquer teoria do poder, nos dias atuais, deve incluir uma teoria de localização do ruído e sua possibilidade de dotar-se de forma”&lt;br /&gt;- JACQUES ATTALI, "Políticas do Ruído".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pelo jazz que vêm as primeiras experiências em transgredir a organização sonora do mundo com o objetivo de reorganizá-lo em perspectiva hologrâmica. Ao re-imaginar o som, re-imaginamos o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sun Ra é o elemento mais importante da história da ficção-científica negra, pois sua música e toda a mitologia interplanetária que cerca seu personagem são o ponto de partida (ético e estético) para o afrofuturismo. É em suas obras solares entre as décadas de 50 e 60 que encontraremos o começo de uma abordagem musical que seria marcante em outros músicos afro-americanos décadas depois, sobretudo pelo uso personalíssimo de sintetizadores e câmaras de eco. Para muitos desses músicos, ouvir os álbuns do filósofo-rei da afrociberdelia teve o peso de uma verdadeira revelação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisão e disciplina marcavam sua abordagem do caos e sua tradução do mesmo em formas estéticas livres. Em seus melhores momentos com a Myth Science Arkestra, Sun Ra nos dava a impressão de que no fundo da floresta havia um alçapão pelo qual era possível chegar até a lua. São tons cósmicos para terapia mental e formas artísticas multidimensionais que talvez só venham a ser inteiramente catalisadas amanhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seus escritos, Sun Ra se preocupou com a recuperação da palavra, como podemos perceber nestes dois fragmentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A avaliação apropriada das palavras e das letras em seu sentido fonético e associado pode conduzir o povo da terra à límpida luz da sabedoria cósmica pura.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...............&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sombra do Fogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As vibrações dos sons parecem as mesmas&lt;br /&gt;mas o sentido dos sons&lt;br /&gt;toma direções separadas&lt;br /&gt;nas encruzilhadas&lt;br /&gt;do Ponto-Cósmico da flecha...&lt;br /&gt;Para além desta Era&lt;br /&gt;pela escuridão de anos iluminados&lt;br /&gt;pelos anos iluminados da escuridão&lt;br /&gt;pela escuridão pura da luz pura.&lt;br /&gt;A luz é como a escuridão&lt;br /&gt;já que a luz é a imagem&lt;br /&gt;e a sombra do fogo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno poema “A Sombra do Fogo” é magistral por sua aparente quantidade de contradições, no melhor estilo Chuang-Tzu. Esse tipo de pensamento sintético, empenhado na dissolução das oposições, é característico das artes herméticas e é bom não nos esquecermos que Sun Ra representa a restauração da linhagem egípcia. Sua poesia, servindo-se do som-luz como matéria-prima, é rica nessa síntese de oposições – por exemplo, para batizar sua “arquestra” (arca+orquestra), Sun Ra cunharia vários termos, entre eles MitoCiência (Kodwo Eshun é quem recupera esse conceito e torna-o pivotal para a compreensão da música eletrônica negra.) Os títulos de suas peças são altamente evocativos e únicos: “Tiny Piramids”, “Love in Outer Space”, “Ancient Ethiopia”, “Rocket #9”... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pharoah Sanders é outra figura importante do afrofuturismo. Em seu nome e em peças acertadas como “Yemanja”, “Our Roots Began in Africa”, “Black Unity”, “Upper Egypt and Lower Egypt”,  encontramos mais e mais chaves para um cânone musical afrofuturista que aponta para a aludida restauração egípcia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coltrane também teve seus momentos de militância tanto black como de f(icção)-c(ientífica), em peças alusivas como “Stellar Regions” e “Africa”; o mito solar reaparece para ele em “Sun Star”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miles Davis entra nesse cânone, e também Jimi Hendrix. Os dois foram pioneiros na pesquisa e uso de efeitos de estúdio que soavam bastante futuristas à época e que acabariam sendo assimilados pelos músicos de rock e jazz nas décadas seguintes – especialmente o Hendrix de “Axis: Bold as Love” e “Electric Ladyland”, ambos contatos imediatos via alteridade capazes de estabelecer uma interface cósmica entre homem e máquina.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dub de Lee Perry, King Tubby, Augustus Pablo e Scientist, nos anos 70, é a trilha sonora da conquista africana da lua. Da mesma forma que a space music de Sun Ra, o dub constitui uma via espiritual, com pontos em comum: ecos, viagens espaciais, sons líquidos e o tema da arca (que em Lee Perry aparecerá no nome de seu estúdio – Arca Negra). Ambos aproximam a f-c negra de vias espirituais como o tao – caminho retomado, recentemente, por Steve Goodman (metade do Kode9). Por aqui Jorge Ben detonava ecos ("Errare humanum est") e cutapeava tratados de alquimia numa poesia-decolagem desconcertante (vide albuns "Os Alquimistas estão chegando" e "Solta o Pavão" - sem falar no afromanifesto "África - Brasil"). O misticismo intergalático e imunizado dos Racionais influenciaria o funk haxixado de Tim Maia também nos 70.  A neuropolítica sempre correndo solta na experiência afrofuturista - do batuque dadá dos Last Poets às emanações de desbunde da máquina-combo Parliament-Funkadelic em suas ficções sônicas sob o comando de George Clinton.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hip-hop dá continuidade às experiências neuro-sensoriais nos anos 80, junto com os pioneiros do techno de Detroit – um batalhão de frente que antecipou a vertente negra que também se apropriará da música eletrônica nos anos 90 sob a forma sucessiva e sempre mutante de jungle, drum’n’bass e 2-step. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música também aparecerá nas grandes obras ficcionais do afrofuturismo: o blues espacial de “Empire Star” (Samuel Delany) ou o jazz e o ragtime em “Mumbo Jumbo” (Ishmael Reed). Na nova renascença afro, agora emanando do território britânico, também a música (eletrônica) antes de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. CHARADA: PROCURA-SE IMAGEM DO FUTURO COM URGÊNCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assentado sobre a confluência de todas essas encruzilhadas narrativas e perceptuais, está o orixá Exu.  A presença desse híbrido de “quase-homem” e “deus-charada” é bem notável nos enigmas verbais que saltam dos textos de Samuel Delany, Ishmael Reed e Octavia Butler. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma escada em espiral, por exemplo, é um dos cenários áridos e abissais de "Star Empire" (S. Delany). Ou a própria narrativa espiralada e polissêmica por todos esses escritores praticada – que, como apontam Lewis Hyde e Erik Davis em suas aproximações entre Exu e Hermes, é forma cara à narrativa mítica, por ocupar “o espaço entre as polaridades, articulando-as e, simultaneamente, delimitando e interligando suas diferenças”. Esse tipo de abordagem do eixo-realidade marcaria o que o primeiro autor chama de “work of artus”, no qual, sob o arquétipo de Exu, a arte seria, sobretudo, uma articulação de sentidos que deixa o receptor estupefato com suas camadas concêntricas de significação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros aspectos da influência desse orixá sobre a vida humana, de acordo com os mitos afro-brasileiros, explicam a presença de Exu na história-estória afrofuturista: “Exu, símbolo da descendência, da intercomunicação e da participação, assim como da sexualidade ou fertilidade, não é apenas uma divindade estruturada, mas um princípio estruturante do universo. No pensamento religioso africano, Exu está relacionado ao número 1 (um), ou seja, o acréscimo que propicia a continuidade e a dinâmica dos fenômenos(...) O Exu existente em cada indivíduo confere-lhe a sua identidade terrena e cósmica(...) Os homens, através de Exu, atuam no mundo, rompem as barreiras que limitam a sua realização, transgridem algumas vezes as normas e valores da cultura dominante, na procura de uma nova ordem que traduza os seus anseios e aspirações” (Liana Trindade – “Exu: Poder e Magia”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aparição do poeta Ni Ty Lee (personagem que parece saído de Chuang Tzu – de novo? –) em “Empire Star” causa digressões metalingüísticas sutis sobre a necessidade de se carregar as palavras de um asé verbal revolucionário que, para os iorubás e seus descendentes, só Exu, o grande Lingüista Cósmico (por quem falam os orixás no jogo de búzios), seria capaz de restituir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“sopre Exu teu hálito&lt;br /&gt;no fundo da minha garganta&lt;br /&gt;lá onde brota o&lt;br /&gt;botão da voz...&lt;br /&gt;...monta-me no axé das palavras&lt;br /&gt;prenhas do teu fundamento dinâmico...”&lt;br /&gt;- ABDIAS DO NASCIMENTO- “Padê de Exu Libertador”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305520056654181?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305520056654181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305520056654181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305520056654181' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305496988789749</id><published>2003-09-08T14:02:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:02:49.840-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RREKNHÉÉKNHEK!&lt;br /&gt;Rogério Duprat&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Com a palavra, a verdadeira Tropicália, em teoria ("produssumo") e praxis (discos como "Tropicália ou Panis et circensis" e "A Banda Tropicalista de Rogério Duprat"). Na sua praxis musical - um ataque de humor desconcertante rumo ao novo! (prática pura em música do make it new poundiano e disciplina de "destruição positiva de todos os enquadramentos que limitam a criação", deixando pra trás até mesmo sua bagagem em "música serial, eletro-concreta, aleatória, happenings") - o mestre deturnou múltiplas expressões musicais da cultura brasileira, mixando-as com música eletrônica e pop, resultando num caleidoscópio ultra kitsch mas de alta decolagem. Sua produção crítica antecipa conceitos como territorialização/desterritorialização ("Pois é assim mesmo: a coisa só interessa se é nova, e só se dá alguma surpresa enquanto o maldito mundo do consumo não abocanha a coisa e só não abocanha se não dá dinheiro, e só não dá dinheiro se a coisa interessa") e o-choque-somxsilêncioxruído-organizando-o-eixo-realidade. Em "RREKNHÉÉKNHEK!" (texto publicado originalmente no Bondinho, n. 39, 1972) é posto em cena o jogo imagem x objeto, desvendando o "encantamento pavlóvico das sociedades" pelo signo-assassino. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATENDENDO A INSISTENTES PEDIDOS DE PARENTES E AMIGOS, DA IMPRENSA EM GERAL, O MAESTRO ROGÉRIO DUPRAT VEM A PÚBLICO, INSINUANTE E CONTESTADOR, FALAZ E INCISIVO, PARA DECLARAR A QUANTOS POSSA INTERESSAR QUE ELE NADA TEM A DIZER ALÉM DO JÁ DITO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Única atitude realmente radical seria suspender toda a atividade ao nível da representação: o espetáculo, a obra de arte ou de não-arte, a TV, o livro, o objeto de consumo, o status, a propaganda, o disco, a poesia, a venda, o filme, a cultura, o carro, a teoria, a imprensa, a música, a estrutura, todas as linguagens e (ai!) a comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo papo pop e contestativo foi ainda operação ao nível da representação, da imagem, do que aquele americano(?) chama de "pseudo-evento". Toda sociedade - primitiva ou não - viveu do ícone, do tótem, que a cultura pop simplesmente maximizou criando uma sorte de pantotemismo. A chamada vanguarda e os teóricos da comunicação se encantaram com o signo, construindo uma pan-representação: o happening. A jogada dos artistas americanos - arte brinquedo de adulto - é o mesmo papo. A antropofagia (canibal mesmo ou técnico-oswaldiana): ingerir com o deglutido suas qualidades e virtudes, ou ainda eliminar os próprios pecados, defeitos e tabus. A aldeia maclunática, a loucura da automação, que pintava levar ao velho ideal do lazer e do ócio, só alterou as "áreas de representação". Das antigas às novas religiões, do ícone concreto ao misti-semantismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representação é a imagem, o pseudo-evento, a coisa da coisa, e a coisa-da-coisa-da-coisa, a imagem da imagem do evento, o signo do signo, encantamento pavlóvico das sociedades consumísticas ou não. Nesse mundo da representação, os sistemas acenam com a sedução do tópico: o artista, o gênio, a teoria, o barato, o cantor, a erva, o dinheiro, o livro, etc... operando em torno de topicidades, numa "aliança para o sucesso pela liquidação do típico". Não basta constatar o pseudo-evento como pan-cultura: é preciso escapar dele, eliminar a representação, dar fim ao paradigma, que é a imagem-modelo, lead-behaviour, protótipo, e só pensar e viver o evento, a coisa, aquilo que a filosofia toda chamou de noesis, essências, sei lá mais o quê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fossas são buscas frustradas de novas formas de representação (louca corrida atrás do novo). Os "artistas" se recusam a invadir o típico e a se confundir com ele: querem ainda ser tópicos, franksinatras e maotsetungs. O ídolo, o topo, o paradigma que alimenta o sistema e dele se alimenta. O sistema procura manter viva a idéia de representação e de que o sucesso está aberto a todos, transformando no processo qualquer anticódigo em novo código, jogando com o fato de que o próprio status de gênio é um pseudo-evento. É até possível imaginar-se um gênio frio, inventado, cuja existência acaba sendo legitimada pela zorra e pela imageria literária dos pasquins. O grupo OEL começou um treco desse tipo com um nome inventado - Loefgreen -, que sabia de todas as coisas e que já estava começando a ter certo sucesso... As citações são projeções grupais no sistema através de um tópico, de um pseudo-evento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo porque o único ato típico (evento) é a sobrevivência, e com ela o trabalho. Para isso as sociedades construíram enormes edifícios-imagens (macrosemiótica), que é praticamente no que e para que vive o homem de hoje. Brucutu já era tópico; meia dúzia dos que se consideram mais aptos tomam o poder e cavalgam bilhões de "menos aptos", salvando-se à base de manter viva a imagem, a representação, o código. A lei é o código máximo, a opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representar para não presentar. Signi-ficar para não eventuar. Sintatizar para não semantizar. Estruturar para não realizar. Imagem contra objeto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manter-se no topo (ser tópico) exige desprezar o típico e os signos que lhe correspondem, que o representam. Os novos arautos da contracultura, engalanados com os aparatos e dizendo-se "marginalizados do sistema", mas espreitando-lhe as brechas (talentosa e subrepticiamente "esquecidas" abertas pelo próprio sistema) que conduzem ao sucesso na cultura, na arte, no jornalismo, etc. E esse desprezo ao típico, ao trabalho, se evidencia na rejeição dos signos que se tipificam no uso geral de office-boys da rua 15 ou das meninas da Móoca, e que recebem logo dos vanguardeiros os nomes de careta, cafona, por aí afora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior tristeza é a invasão da representação, da imagem, na área do trabalho; milhões sobrevivem à base de ofícios pseudo-eventuais, que não existem: professores, corretores, motoristas, artistas, políticos, psicologistas, soldados, jornalistas, burocratas, juristas, espiões, etc., tudo, enfim, que serve para organizar, exigir ou iludir a aplicação dos códigos. Essa é a terrível imposição: compelir a maioria da humanidade a operar ao nível do código, daquilo que seria só uma forma de disciplinar o comportamento coletivo, e que acaba por se tornar a própria razão de existência do indivíduo e da sociedade. Flanar montado em bolhas de sabão. Robotização kafkiana. O pseudo. O nada. O prestígio. O signo, a representação. O chato é que, em cada caso, o fascínio do paradigma está lá, para tentação dos pretendentes-aprendizes-candidatos a topo. Por simples e elementar comparação, optar pela grande vida do prestígio e do sucesso é mais cômodo... A gênesis já dizia que no princípio era o verbo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305496988789749?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305496988789749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305496988789749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305496988789749' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305473593071049</id><published>2003-09-08T13:58:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T14:00:35.583-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SOLTA O PANCADÃO DJ, SENÃO O FUZIL VAI CANTAR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento funk tem muito mais para mostrar do que temas abordados exaustivamente como "garotas popozudas" ou "um tapinha não dói". Exemplo disso é o proibidão, vertente menos badalada do funk carioca que explora o cotidiano das favelas o tráfico de drogas e a corrupção policial. "O papel do funk é conscientizar e informar o que vem da favela, que é o lugar que mais precisa de consciência social", afirma MC Catra, 32, do Movimento Funk Consciente. &lt;br /&gt;-0-0-0-0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samba-enredo da Acadêmicos do Salgueiro foi parodiado num CD clandestino que está sendo divulgado nas favelas do Rio. Em vez do refrão “Salgueiro vermelho balança o coração da gente”, a letra foi alterada para “Comando Vermelho balança o coração da gente”. A Polícia Civil está fazendo investigações para identificar os responsáveis pela gravação, que deverão ser enquadrados por apologia ao crime. A inspetora Marina Maggessi, chefe da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Civil, alerta que também podem ser autuadas pelo crime as pessoas flagradas tocando o CD. “Estamos de olho nisso. Ficamos sabendo até que integrantes do Terceiro Comando (facção rival do CV) disseram que vão perseguir quem for flagrado cantando o samba com o refrão alterado”, disse a policial.  Até nos ensaios na quadra do Salgueiro, na Tijuca, o refrão de exaltação ao CV é cantado. Foliões foram vistos cantando o samba-enredo alterado e fazendo a sigla CV com os dedos. O chefe do tráfico do Morro do Salgueiro, perto da quadra, é conhecido como Fabinho. Quando era da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Marina Maggessi participou das investigações sobre o CD Proibidão do Funk, que fazia exaltação ao CV. &lt;br /&gt;-0-0-0-0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia carioca prendeu o cantor de rap Jefferson Sapão, ídolo dos bailes em favelas controladas por traficantes, que já lançaram até um CD de Sapão chamado "Proibidão do rap". Faixas do CD divulgam refrões da pesada incitando reações a bala contra a polícia, louvando o fuzil G-3 e fazendo apologia de líderes do tráfico.&lt;br /&gt;-0-0-0-0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CD "CV Proibidão", de apologia ao crime. O CD estava no carro de um representante de vendas no bairro Niterói. O homem ouvia as músicas num som altíssimo o que atraiu a atenção dos policiais. Quarta, 2, em Volta Redonda. (2002)&lt;br /&gt;-0-0-0-0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10º BPM de Barra do Pirai, conseguiu finalmente prender um bando de traficantes em Mendes. Segundo os policiais, os detidos fazem parte de uma facção do bando de Beira Mar, traficante preso na Colômbia, e que estavam atuando na cidade há algum tempo. A prisão foi realizada depois que a juíza da cidade, Gisele Silva Jardim, liberou um mandado de busca e apreensão, que foi cumprido por policias da 97ª Delegacia de Polícia e da P2. Quando os policiais chegaram ao Morro do Cruzeiro, na casa de Rui Almeida Júnior, o Di Menor, 21 anos, encontraram 83 trouxinhas de maconha, 36 papelotes de cocaína, uma pedra prensada de cocaína pura, mais um sacolé cheio de cocaína, 2 tabletes de maconha prensada, R$ 25,00 em espécie, dois celulares, um CD Rap Proibidão, que incita ao extermínio de policiais e material para embalagem da droga.  (agosto, 2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305473593071049?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305473593071049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305473593071049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305473593071049' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305443678188082</id><published>2003-09-08T13:53:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T13:55:11.426-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O ESTÚDIO COMO INSTRUMENTO E NOÇÕES PARA O FUTURO DO HIP-HOP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian Eno é um dos mais irônicos e articulados críticos da música florescida no interior de estúdios, especialmente aquela feita em nossos tempos. E isso é muito irônico porque Brian Eno é simplesmente um dos pioneiros no uso do estúdio como instrumento. Numa entrevista para a revista Wire algum tempo atrás, Eno propôs várias soluções para lidar com a tecnologia na música que dão bons estalos sobre quais seriam as vantagens do turntablism em relação ao que ele chama de tradição de estúdio, isso tudo analisado nos domínios do hip-hop. Assim, para Eno os programas de computador para se fazer música e os sintetizadores não permitem ao seu usuário uma relação física, especificamente tátil, com seu instrumento, não havendo, assim, qualquer sentido de rapport entre o músico e seu instrumento. Obviamente, o turntablism é tátil, já que o músico literalmente toca seu instrumento com os dedos, arranhando e manipulando o disco. Isso tudo pode soar como ponto de vista e fundamento mundano, mas a questão é trazer de volta para o hip-hop (e para toda a música de matriz negra em que este se encontra contido) a tradição essencial da performance ao vivo e da espontaneidade, depois de MCs soltarem palavras anos a fio sobre pré-programações feitas em DAT ou apenas sincronizando os lábios com a música como a grande parte dos pop stars mais inócuos - isso tudo é claro, sem abdicar da rejeição a instrumentos ditos tradicionais... Nessa mesma entrevista, Eno também repara como os ritmos dos computadores são fechados e não permitem a ocorrência de qualquer toma-lá-dá-cá na seção rítmica. Aqui, outra vez, o turntablism se mostra marcante na manipulação malabarística das batidas, com todo um raio de possibilidades, sutilezas e inflexões rítmicas - e, sobretudo, na interação que se dá entre os músicos da equipe. Pra finalizar Eno refutou o dogma de que tecnologia conduz a uma música melhor, já que os usuários sempre acabam presos por sua própria tecnologia. Melhor concentrar-se em equipamentos e circunstâncias mais simples (dois toca-discos, 4 canais, "batalhas de DJs") do que se afogar num oceano de possibilidades que não se realizarão.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305443678188082?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305443678188082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305443678188082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305443678188082' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106305400473801449</id><published>2003-09-08T13:46:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T13:48:56.196-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PIERRE BASTIEN&lt;br /&gt;"Musiques Machinales" (2003)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Obcecado pela literatura francesa do século XVIII (que é justamente a idade do ouro para o erotismo), em seus álbuns põe para interagir instrumentos tradicionais (sopros e cordas de várias procedências do mundo) com motores, brinquedos e objetos do quotidiano. É mais uma modelagem sonora do que uma experiência esquizofrência, o que resulta gratificante para o ouvinte que se seduz com música mecânica profundamente meditativa. Bastien tem vários registros com Jaki Liebzeit, baterista do Can, especialmente recomendável &lt;em&gt;Oblique Sessions. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JAMES BLOOD ULMER&lt;br /&gt;"Tales of Captain Black"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Free funk da melhor safra 70, conduzido pelo então guitarrista de Ornette Coleman (que produziu o disco), com o auxílio do monumental baixista afro-muçulmano Jamaaladeen Tacuma. Grooves vão se dissolvendo no interior de improvisações bastante anárquicas de hardcore jazz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROOTS RADICS &lt;br /&gt;"Roots Radics at Channel One"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este grupo teve início nos &lt;em&gt;Revolutionaries,&lt;/em&gt; que foi a banda de apoio mais importante do estúdio Channel One. Sly Dunbar e Robbie Shakespeare fizeram parte de sua seção rítmica e foi justamente a saída dos dois que gerou os Roots Radics. Dub de primeira linha, especialmente reforçado no quesito poética líquida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DILLINGER&lt;br /&gt;"CB 200" (1976)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dillinger não era propriamente um iniciante quando lançou seu primeiro álbum, por sua grande experiência em equipes de som, trabalhando como DJ ou com suporte técnico. Por isso este disco é tão certeiro: Dillinger sabia exatamente o que era preciso renovar na música jamaicana, e para seguir adiante juntou as tradições de dub reggae (Ashton "Familyman" Barrett e Sly Dunbar costuram as tramas rítmicas), toasting (emitindo trocadilhos sinistros em ritmo e inflexão particularmente narcotizados) e kung-fu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;KENNING # 12 (2003)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma revista editada em áudio (CD) pela Small Press. O primeiro CD traz gravações de textos de Allen Ginsberg, Charles Bernstein e de mais uma miríade de escultores da palavra enquanto som, espalhados pelo mundo e que foram coletados diligentemente por Chris Funkhouser (tocou no Hipersônica 2003). Este primeiro disco é, no mínimo, um verdadeiro manual sobre gravação de textos orais, já que respeita e reproduz variadas ambiências e inflexões. O segundo CD é todo ocupado pela oralização de um poema mais longo, Way. Esta áudio-revista merece atenção porque mistura, sem censura ideológica, as mais diversas tendências em experimentações com a palavra - do formalismo construtivista ao grito político, sem esquecer do humor e da leveza como escalas obrigatórias. Os outros números também são bem legais: o #13 é sobre o método crítico-paranóico daliano (que a equipe-LSD tenta praticar em música ou antimúsica) e o #10 apresenta a poesia xamânica de Roberto Piva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ELECTRONIC TOYS (2000)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Saiu há algum tempo, sem muito alarde, mas é uma audição bem saborosa, que acaba dando um panorama bem amplo das experimentações com sintetizadores durante os anos 70. Provavelmente depois de ouvir esta coletânea feita com Moogs e sintetizadores mais rudimentares, você não vai achar mais &lt;em&gt;Mouse On Mars &lt;/em&gt;tão inovador assim... E, em termos de nomes de projeto de música eletrônica, &lt;em&gt;Claude Larson and His Computer Controlled Oscillators &lt;/em&gt;ainda é imbatível.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PETER HAMMIL&lt;br /&gt;"Loops and Reels" (1983)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lançado originalmente apenas em fita, é um experimento absolutamente anômalo dentro da ficha corrida de Peter Hammil, ex-membro do inglório &lt;em&gt;Van der Graaf Generator &lt;/em&gt;e militante severo do prog folk. Aqui ele cozinha surpreendentes sonoridades de instrumentos exóticos no interior de ambiências lamacentas de guitarra e tape loops verdadeiramente perturbadores e mal-assombrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VINTAGE MUSIC FROM ÍNDIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gravações envoltas em aura misteriosa de cantores e músicos indianos, feitas entre 1906 e 1920. Vale a pena confrontar com a antologia da Casa Edison que enfeixa a produção musical brasileira no mesmo recorte temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RIP RIG AND PANIC!&lt;br /&gt;"Attitude" (1983)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Último disco do combo surreal de Gareth Sanger (ex-&lt;em&gt;Pop Group&lt;/em&gt;), cheio de estranhíssimas vocalizações primais, ritmos disjuntados e sopros jazzísticos. Pós-punk inglês em momento de delírio intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106305400473801449?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305400473801449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106305400473801449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106305400473801449' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106302732128901334</id><published>2003-09-08T06:22:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T06:25:38.590-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O TOCA-DISCOS COMO INSTRUMENTO E PONTO DE PARTIDA COMPOSICIONAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o cinema, objetivando a sincronização entre imagem e som, nas primeiras décadas do século XX, tenha executado música via toca-discos, é possível afirmar com exatidão que o surgimento do turntablism (o uso do toca-discos como instrumento musical ou método composicional) se deu com a peça Imaginary Landscapes (1939), de John Cage, envolvendo dois toca-discos. E foi no território da música eletrônica dita avant garde que os toca-discos seriam explorados intensamente nas décadas seguintes, por compositores como Pierre Schaeffer e Pauline Oliveros (sua peça Bye-Bye Butterfly usa de forma extraordinariamente lírica o toca-discos, planando numa névoa pesada de ruídos eletronicamente gerados). Portanto, as raízes do turntablism apontam para uma abordagem altamente abstrata do instrumento e dos sons por ele produzidos, sem qualquer ênfase rítmica. Ela se reflete no trabalho atual de Christian Marclay e Otomo Yoshihide, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 60, com a febre das equipes de som em Kingston e toda uma rede de produção de dub plates, o DJ se estabeleceria como a figura mais importante no processo de execução das peças. É nessa época, também, que surge a figura do toaster, um proto-MC que lançava palavras sobre os discos (King Stitt, Prince Buster, U-Roy, I-Roy, Big Youth, Dennis Alcapone, etc). Juntando o toca-discos com a mesa de som (especialmente multi-track) nasceu o dub e toda uma arte de recombinação de sons pré-gravados. A remixologia da Ilha do Tesouro seria levada para a América via DJ Kool Herc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holger Czukay, baixista da banda alemã Can, estudou música eletrônica com Karl-Heinz Stockhausen e é provavelmente do mestre que veio seu interesse por samplers e pela captação de freqüências de rádios. É pelo caminho da sampleologia que os toca-discos penetraram em sua obra, sobretudo em álbuns como Canaxis 5 e Movies - ambos influências confessas, juntamente com o extraordinário My Life In The Bush Of The Ghosts (Brian Eno+David Byrne), sobre as produções Bomb Squad (inclusive o Public Enemy).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atmosfera densa em samplers criada pelo hip-hop  da virada dos 80 para os 90 (De La Soul, Ice Cube, etc) se devia à altíssima habilidade de manipulação dos discos que os seus DJs apresentavam, sobretudo pelo domínio majestoso do scratch e outras técnicas altamente virtuosísticas, tributárias dos antigos mestres Grand Wizard Theodore, Grandmaster Flash e Kool Herc.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente designado para execução ao vivo, sem preocupações com registros mais ousados em estúdio, a partir da Segunda metade dos anos 90 passa a ser revisitado novamente o turntablism por músicos com um pé na "vanguarda", que, sem abdicar da potência rítmica, realizaram alguns excelentes álbuns de turntablism que podem ser ouvidos em casa sem frustração. A fusão completa entre a abordagem mais experimental e abstrata e a mais rítmica será encontrada, definitivamente, no underground hip-hop de selos como a Anticon.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106302732128901334?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106302732128901334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106302732128901334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106302732128901334' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106302729412646973</id><published>2003-09-08T06:21:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T06:21:34.150-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Consciousness" (CD)&lt;br /&gt;WINDY+CARL: &lt;/strong&gt;Carl Hultgren e Windy Weber criam campos sonoros de densa beleza e altíssima decolagem; guitarras plasmáticas, baixo em estado líquido, alguns teclados e vocais esparsos. Kranky Records.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Vintage Violence" + "Paris 1919" (CDs)&lt;br /&gt;JOHN CALE:&lt;/strong&gt;Pela manhã, John Cale droneou transes com o Dream Syndicate (+LaMonte Young+Tony Conrad+Angus MacLise); o meio-dia passou sob os mantras psicóticos do Velvet Underground (onde encontrou, de novo, MacLise). Estes dois álbuns são l'aprés-midi: artefato de canções soberbamente arranjadas pelo próprio Cale.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Cosmic Ambient Garden" (CD)&lt;br /&gt;AKASHA:&lt;/strong&gt;É um disco que fecha a conta sobre o tema "ambient safra 90's", obrigatório em qualquer chill-out que se pretendesse psicodélico. Tem seus (necessários) tons "nova-era", batidas comatosas, mas funciona muito bem pós-noite e com os miolos bem vaporizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Pendulum" (EP)&lt;br /&gt;BROADCAST:&lt;/strong&gt;Depois de dois álbuns muito bonitos, Broadcast levanta vôo próprio (comparações com Stereolab et al já não cabem mais), com esse ep lançado pela Warp. O som está bem mais experimental e os temas muito bem enfeixados; menos voz (mas maravilhosa na faixa que dá nome ao disco), e a banda deixa flagrar seu lado mais angular e áspero nesse ep de ótima digestão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Socialisme ou Barbarie: The Bedroom Recordings" (CD)&lt;br /&gt;MONADE&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Laetitia Sadier (Stereolab) e Rose Cuckston (Pram) começaram a gravar juntas esse projeto em 1996. Depois, Laetitia seguiu adiante sozinha, o que dá ao álbum aquele sabor lo-fi típico de gravações de quarto (aliás, o nome do disco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;"Quite Spectacular" (EP)&lt;br /&gt;HINT:&lt;/strong&gt;Explorações profanas no mundinho easy-listening, com um pé bem fincado nas melhores abordagens de sampledelia e o outro num hip-hop com escala em idm que se sai bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Do You Bop?" (7')&lt;br /&gt;ZIMPALA&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Mais um cruzamento promissor de idm (com vocais femininos - é claro), easy-listening e, desta vez, com pés em dub e ambient.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;"Animal Magic" e "Dial M For Monkey" (CDs)&lt;br /&gt;BONOBO:&lt;/strong&gt;Grooves bem relaxados e cítaras misturam-se com muzak dos 60's e 70's e pitadas de dub para tecer ambiências sonoras ora oníricas ora refrigerantes. "Dial M" saiu pela Ninja Tunes (selo de Coldcut).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106302729412646973?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106302729412646973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106302729412646973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106302729412646973' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106302446606837288</id><published>2003-09-08T05:34:00.000-07:00</published><updated>2003-09-08T05:34:26.090-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É estúpido, mas bota a prova o nosso controle sobre o pé direito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tire a prova você mesmo, para ver se você tem controle de seu pé direito. Vale a pena tentar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você estiver sentado à sua mesa, faça círculos com o seu pé direito no sentido dos ponteiros de um relógio.&lt;br /&gt;Enquanto estiver fazendo isso, desenhe no ar o número "6" com a sua mão direita. O movimento do seu pé vai mudar de direção... Vai circular contrário aos ponteiros de um relógio..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106302446606837288?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106302446606837288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106302446606837288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106302446606837288' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106270709493087489</id><published>2003-09-04T13:24:00.000-07:00</published><updated>2003-09-04T13:27:24.490-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>MUSICOS OBTEM VITORIA DEFINIVITA NO STJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Musico Vanderlei Secco, da banda Jonny Lee, assegurou direito de exercer a profissao sem estar filiado a Ordem dos Musicos do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O julgamento ocorreu na tarde desta 3a.feira no STJ, em Brasilia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A advogada dos musicos, Dra. Larine Nunes de Souza fez a sustentacao oral em defesa dos musicos e obteve vitoria por unanimidade na 2a. turma do Superior Tribunal de Justica por unanimidade, acatando o parecer do relator, Ministro Franciulli Neto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o coordenador do Movimento dos Musicos, Alcides Andrade, outros 26 processos aguardam julgamento no STJ. Segundo Andrade, a probabilidade eh que todos consigam o mesmo direito, o julgamento foi em ultima instancia,&lt;br /&gt;virando jurisprudencia para todoo Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o Brasil diversas acoes tramitam na Justica Federal contra a OMB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So em Santa Catarina sao mais de 200 musicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106270709493087489?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106270709493087489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106270709493087489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106270709493087489' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106270683796914262</id><published>2003-09-04T13:20:00.000-07:00</published><updated>2003-09-09T13:34:29.603-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Últimos derretimentos de um violinista e estudante de psicologia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ser humano, quando passava por tudo aquilo, tirava fotografias mentais em sua cabeça. Fotografias que não eram só de imagens, eram de cunho mais sinestésico, assim por dizer. Eram fotografias de sensações. &lt;br /&gt;Tudo que ele queria quando chegava em casa cansado era emendar os fios com microchips captadores, que codificavam as sensações em um arquivo, que ele mostrava a quem bem entendesse. &lt;br /&gt;E ele captou cheiros, sorrisos, rosto por rosto, e viu o circo. Conseguimos uma cópia de uma de suas memórias. &lt;br /&gt;Vamos lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitabilíssimo público! O espetáculo vai começar – tan tan tan tan tananananam (música de circo) – de um lado, quem vem aí? Sim, é o nosso artista, preparado para o evento. Ele traja uma camisa amarela fosforescente – é, fosforescente – e um óculus escuro de última geração. Repare o que ele causa nas meninas, podemos colher algumas amostras. Garota Zenaide, o que causou em você? “Ai, eu acho ele super super simpático, quando eu escrevo dele no meu blog eu sempre uso aqueles terminhos de merda, que dá até repercussão em jornal da folha de são Paulo, tipo tbem, nd, fuiko, naum, pium, todas essas co-i-si-nhas! Sper Ffo!!:).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está certo, continuando o nosso circo, quem podemos ver agora? Sim, orgulho de nossa geração, ele, o anti-outsider: Como é que vai, antioutsider? “Eu vou bem, como diria aquela musica do Caetano. Trago aqui em minha carteira meus cartões, como diria a letra do Cazuza”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensacional, senhoras e senhores, sensacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O circo está armado, mas claro, não seria belo se não fossem elas, e quem são elas? Ah, claro, as ma-ra-vi-lhas-da-cri-a-ção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha aquela ali, meu deus, que ternurinha. Podemos ver o quanto seu batom brilhante nos atiça a beijar aquela boca! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos observar também o quanto a sua blusinha de seda que inocentemente imita uma camisola foi escolhida propositalmente para deixarmos com esse tipo de sensação! Senhoras e senhores, não é magnífico? Eu disse isso mesmo, mag-ní-fi-co. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você acha, Jota Junior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Bom dia, amigos do Circo, é um prazer estar em mais uma noite aqui com vocês. Podemos observar o quanto essa gente traz o perfume da nossa geração, elas são as verdadeiras arquitetas e arquétipos do nosso zeitgeist.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou o fenomenal Jota Junior, com seus arquétipos do zeitgeist! Meu deus, como é refinado esse homem, com seus comentários e seu cintos Napoleon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando o nosso circo, temos ali, quem, quem? O apresentador do simpósio, como conhecido. Apresentador do Simpósio, o que nos tem a dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Antes de mais nada eu gostaria de agradecer ao supermercado Derrota, à Usina Velha África, à Prefeitura Maquinal Apostólica. Qual foi mesmo sua pergunta?'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria saber o que você nos tem a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Isso. Óóóólha, sobre o nos tem a dizer, eu queria dizer que hoje eu tomei banho e escolhi essa camisa pra vir aqui, repare, e fiz a apresentação do simpósico, aliás eu queria muito agradecer...'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Vinheta do programa -)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'... bom, e depois de apresentar o simpósio, eu fui no estante da celulares Viva para pegar uns panfletos';&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sen-sa-cio-nal! Repare, ele é um homem comum, ele pega panfletos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Todos: PAN-FLE-TOS (tan tan tan) PAN- FLE-TOS (tan-tan-tan).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Circo continua, señoras e senhores. Quem vai lá? Ó, sim, claro, repare como está linda. Ela perdeu uns quilos a mais nessa pré-temporada, não Jota Júnior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Exatamente, ela atribui isso ao excesso de sexo que tem feito ultimamente'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nossa, como deve ser quente essa mulher, Jota Junior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Exatamente, eu conversei com diversas pessoas que me disseram que ela é quentíssima, inclusive a sua suspensão automática tem dado resultado'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, o circo prossegue, quanto amor, quanto amor in vitro, criado especialmente para essa condição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem são aquelas senhoras ali? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, elas que se empetecaram de laquê e outros desses baguios pra parecerem menos velhas, as coroas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem a dizer Jota Junior, alguma informação a respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Nenhuma novidade, no banco de reservas há muito tempo e à espera da convocação para o orgasmo, essas menopauseáticas senhoras continuam sem saber chupar uma rola direito. Impressionante. Estão flácidas também.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, Jota Junior. Repare quantos corpos repletos de vida, repare quanta luz encoberta pelos plásticos artificiais da vaidade contemporânea, repare que a flor da estação é o narcísio, e o pó, o pó continua acabando com todas as vibrações boas e vampirizando ainda mais as pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Especialistas apontam que o pó tem enferrujado algumas relações'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só o pó, temos também a televisão, as novelas que tantas dessas ninfetinhas assistem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Especialistas apontam que a nossa geração anda empodrecida'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sen-sa-ci-o-nal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106270683796914262?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106270683796914262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106270683796914262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106270683796914262' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106270595163997188</id><published>2003-09-04T13:05:00.000-07:00</published><updated>2003-09-04T13:05:51.683-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em busca de cenas fortes? Siga o link:&lt;br /&gt;http://www.metaleros.de/countries/brazil/brazil_maidens.html&lt;a href="http://www.metaleros.de/countries/brazil/brazil_maidens.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106270595163997188?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106270595163997188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106270595163997188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106270595163997188' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106263060802712097</id><published>2003-09-03T16:10:00.000-07:00</published><updated>2003-09-03T16:22:21.766-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Todos estes projetos musicais trabalham "música de/em código aberto". Distribuem seus resultados, espalhando o vírus, em performances ao vivo ou via CD-R (Circuitos de Dados Registrados). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SATÃ- BÁRBARA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado no compacto espaço urbano, tem por objetivo reordenar o frenético campo sonoro retido no concreto, fazendo com que novas estruturas e espaços sônicos ressurjam deste espectro eletrotelepático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cd-rs:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"Manual prático de Eonismo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mp3s:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;www.tramavirtual.com.br/artista/sata-barbara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Instrumentação:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;baixo; gravadores; soft-synths (controlados por pc); groovebox &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BOLOR 9&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laboratório de poesia sonora e música eletrônica, explora a cartografia do desejo enquanto som. Elementos de ficção-científica misturam-se com música eletro-acústica, surrealismo e dub, num efeito geral narcótico, ainda que com ênfase na parte rítmica. Sobre este eixo, três vozes femininas em registros distintos tecem tramas tântricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;CD-Rs:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"Bolor 9.1" (2001)&lt;br /&gt;"Pintura s/ tela eletromagnética" (2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mp3s:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;www.tramavirtual.com.br/artista/bolor9 &lt;br /&gt;www.mp3.com/bolor9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Instrumentação: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;soft-synths (controlados por PC); baixo; teclado; vozes; sopros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;M. D. B.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M.D.B. são as inicias de Música Digital Brasileira, um "coletivo de coletivos", que nasceu do encontro entre a comunidade Rádio-Cipó (Belém, PA) e músicos de São Paulo, em março de 2003. A distância em quilômetros e a proximidade sonora, fez com que as duas comunidades imergissem num laboratório sonoro de alguns meses que resultou no projeto Música Digital Brasileira, desenvolvido para apresentações ao vivo (sem cogitação de lançamento de álbuns, ainda; portanto, o material em anexo é apenas uma amostra dessas performances, tudo tocado ao vivo, sem truques de estúdio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musicalmente, podemos tentar defini-la como a fusão de atitudes e ritmos brasileiros (funk de morro, samba, pontos de terreiro, carimbó, etc), com experimentações sonoras de hip-hop, dub, funk, 2-step, drum'n'bass e pós-rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita por hackers de psicofronteiras, MDB não é possível de ser circunscrita territorialmente, já que seu objetivo é espalhar redes autônomas de produção que podem intercambiar sons e sentidos tanto à distância como por meio de intervenções coletivas no eixo-realidade (como no caso do show "MDB"), substituindo a idéia de território por: uma zona de interações eletromagnéticas e intercâmbios codificados de signos, na busca de imagem(ns) de futuro com urgência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Instrumentação:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;groovebox; pick-up; baixo; soft-synths (controlados por pc) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;XEPAH&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sediado no ABC, Xepah é um combo musical que faz a ponte entre a experimentação jazzística (Frank Zappa, John Zorn et al) e o rock anguloso de riffs poderosos de Captain Beefheart e Mr. Bungle, sempre buscando incorporar sonoridades orgânicas às pré-programações eletrônicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mp3s:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.tramavirtual.com.br/artista/xepah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;PÓS-RAVERS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não se engane: nós não curtimos anos 80&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Mp3s:&lt;br /&gt;www.tramavirtual.com.br/artista/pos-ravers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Instrumentação:&lt;br /&gt;órgão; baixo; groovebox; soft-synths (controlados por pc); guitarra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;CD-R:&lt;br /&gt;K4 ou O Quadrado Azul&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106263060802712097?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106263060802712097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106263060802712097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106263060802712097' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106262979856195024</id><published>2003-09-03T15:56:00.000-07:00</published><updated>2003-09-03T15:56:38.450-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;DIGA NÃO À PROPRIEDADE INTELECTUAL&lt;br /&gt;MÚSICA LIVRE POR TODOS E PARA TODOS&lt;br /&gt;SOM E SENTIDO NA VIDA DE CADA UM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106262979856195024?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106262979856195024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106262979856195024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106262979856195024' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106262969710504981</id><published>2003-09-03T15:54:00.000-07:00</published><updated>2003-09-03T15:54:57.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MÚSICA EM CÓDIGO ABERTO (FILE 2003)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música de código aberto implica penetração em circuitos ideológicos amplos: pensar em matriz hologrâmica para a disseminação de Circuitos de Dados Registrados (uma pequena produção totalmente independente, artesanal - e consequentemente exploradora de possibilidades sonoras que vão do sublime ao absurdo -, que usa a mídia digital como uma dessas possibilidades, até mesmo para trocar experiências sonoras à distância, sem descartar no entanto o encontro e a ação no eixo-realidade como motivação e objetivo). Os meios digitais de reprodução da informação e os programas para partilhar arquivos por internet (P2P) desmistificaram alguns produtos da indústria musical (inclusive o "CD") e geraram zonas sombrias de tabu sobre as quais ninguém quer falar (softwares "crackeados" e outras desobediências menores ou maiores, a maior parte envolvendo direitos autorais), mas que podem ser encaradas como um passo adiante para que os bens culturais possam ser partilhados e fruídos por todos. E o melhor: que, no lance seguinte, a música possa ser feita para todos e por todos - já que o acesso aos softwares é muito fácil (originais ou não), e sua interface bastante desenvolvida, ao ponto de permitir que pessoas sem educação musical formal possam dar corpo a seus experimentos e montem seus próprios laboratórios sônicos na sala de casa. A tensão entre som, ruído e silêncio informa/modela/designa o eixo-realidade sobre o qual nos deslocamos, atingindo força coercitiva por vezes maior que a da lei. Ao re-imaginar o som, re-imaginamos o mundo. Carregar os sons de uma força estruturante, de um sentido mais puro, capaz de ocupar os espaços entre as polaridades. Dissolver a relação hierárquica produção =&gt; consumo. Para que haja som e sentido na vida de cada um.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106262969710504981?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106262969710504981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106262969710504981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106262969710504981' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5765148.post-106262950601240982</id><published>2003-09-03T15:51:00.000-07:00</published><updated>2003-09-09T13:37:43.666-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PLANO-PILOTO LSD 2003&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LSD é ar líquido. O delírio quase liquidado pela música. Bombas para o córtex. Não é problema no seu cotonete. São só os estados de matéria que se sucedem. E que se sucedem, mas não se seguem. No rastro do dubmarino amarelo. Animismo fetichista por gravadores, pregos, rebites, lençóis esburacados. O gemido da teta da cabrita. Ou a cartografia do desejo enquanto som. Com o vício de nanquim que é o mesmo da sopa de letrinhas. Fractais cartográficos começam a ser ligados: o som, o silêncio e o ruído a serviço da guerrilha eletrônica, espalhando esporos-memes, a recombinação prossegue ao mesmo ritmo da re-escritura da ficção-história. Novas cargas explosivas movimentam o terreno: a bomba é um processo (r)evolutivo, com vodu se vai ao longe, se vê ao longe, outras frequências-vibrações que são ecos do Som-Luz, Dó Zero, primeiro a consciência depois alterar essa consciência, tomadas, cabos, parafusos, solda fria, mais gravadores, fitas cassete, rolos de imagens sônicas, micro-fitas e mini-discos que abrem macro-mundos, meu amigo eco q veio e não foi xaveco e veio pra esparramar camadas de ectoplasma, estratos e substratos sobrepostos na direção do azul! (pra baixo ou pra cima: princípio único da tábua de esmeralda) caleidoscópios submarinos em carrossel, a música pelo ouvido de uma aranha caminha na teia das cores (ainda que os tons escorreguem destas e dos sons) os ventos, o assovio convertido no fio que tece a roupa do rei d'Assis. Escondido na frente da tela do computador. Estampado do lado de trás dos classificados de emprego. Do ABC ao Z, do quarto pro mundo. Todos juntos numa pessoa só. Corta, dissolve, coagula e cola: o horror em erro é o riso ecoando dentro da cabeça que pode e deve explodir, esse não é o caminho do martírio nem do messianismo eletromagnético (até porque as bússolas deixaram de funcionar) ondas nos conduzem enquanto o timoreiro joga. Um lance de sons abolirá o acaso? O vício é repetição? A repetição gera o conhecimento? Ele se acumula? Ele se transmite? Ele é telepático?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5765148-106262950601240982?l=dossielsd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106262950601240982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5765148/posts/default/106262950601240982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dossielsd.blogspot.com/2003_09_01_archive.html#106262950601240982' title=''/><author><name>Capitão Ácido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
