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Laboratorio de sonificcoes do coletivo LSD ou um encontro estrategico de pessoas envolvidas pelo desejo de intervencao musical coletiva, num ataque sensorial que mixa eletronica experimental, pos-rock, collage, poesia sonora, nu musique concrete, afrofuturismo, digital hardcore e action sound.
2.6.04
A LSDiscos não é um selo, embora o ácido lisérgico seja usualmente distribuído sob essa apresentação. Na real, é um coletivo/laboratório de sonificções (escrita por sons) que envolve pessoas movidas pelo desejo de intervenção musical coletiva, de atacar sensorialmente os desprevenidos e os prevenidos. Para tanto, nós jogamos no liquidificador tudo que mexe com a cabeça: eletrônica experimental, pós-rock, collage, poesia sonora, nu musique concrete, afrofuturismo, digital hardcore, funk neurótico e action sound - como está escrito aí em cima, no cabeçalho. Por trás do nome "LSD", vc vai encontrar projetos díspares entre si, cada qual com um direcionamento estético distinto, mas unidos pela vontade de experimentar. Começou com "Os Jerssons" e "Bolor9", depois incorporou projetos paralelos de membros das duas bandas ("HDJ" e "Pós-Ravers") e de pessoas próximas que se interessaram pela ´trip´ e resolveram lançar álbuns ou se apresentar ao vivo junto - é o caso do "Xepah", do "Camões Let´s Go", do "Winchester" (responsáveis pelo antigo design do rizoma.net), do "DJVu" (tragicamente morto numa sauna gay, no ano passado) e até mesmo do "Cine Victoria" (que, aqui em São Paulo, lançou Nãomeuamor em co-edição com a LSDiscos). Os projetos que estão sendo trabalhados com mais ênfase, no momento, são "Stã-BrBrA" e "Carlos O Chacal". A proliferação de projetos e heterónimos é quase esquizofrênica entre nós, sendo extremamente incentivada. Uma característica dos nossos disquinhos é a total ausência de informações sobre integrantes, equipamentos etc. Alguns discos sequer trazem impresso o nome do projeto ou mesmo o selo "LSD". Ocultura, saca?
Nós fazemos questão de manter a infra num nível lo-tek, por inúmeras razões: não acreditamos em messianismo tecnológico, a grana é curta e os desafios que os equipamentos mais lo-tek propõem são bem excitantes. Fazer som com tecnologias ultrapassadas ou descartadas é uma coisa que também nos fascina. Acho que os rituais que envolvem as gravações são mais importantes para os resultados finais do que a metodologia. Nós nos encontramos aqui em casa (no centro velho de São Paulo), trocamos muitas idéias sobre discos, livros e pessoas que andam fazendo a cabeça no momento, abrimos uma "roda de loucura", chapando até os miolos se liqüefazerem, e só depois disso tudo é que estamos prontos para começar os trabalhos.
Alguns escrevem com palavras; outros com sons - o que é o nosso caso. "Experimentar o experimental" é sempre a nossa bússola. Já experimentamos tanto, mas tanto, que é possível afirmar que fazemos "Música Experimentada". Outra coisa importante para nós é a improvisação. Praticamente tudo que gravamos é improvisado - ou seja: composto, tocado e gravado ao mesmo tempo, o equivalente, em música, ao que os surrealistas chamavam de ´escrita automática´. É uma arma para manter a espontaneidade e, acima de tudo, a relação de prazer com a música. Sem falar que é um puta desafio fazer música improvisacional. E improvisar em música eletrônica é algo particularmente mais complexo, e, obviamente, mais sedutor. Improvisar sempre foi uma piração para nós; dominar a linguagem da improvisação sempre nos pareceu a fonte para a liberação das energias mais intensas e inconscientes com que a música pode lidar. Nem o som que sai desse laboratório nem os efeitos que ele causa são premeditados, o que faz com que a reação do ouvinte seja sempre uma surpresa: para ele e para nós.
Nós fazemos questão de manter a infra num nível lo-tek, por inúmeras razões: não acreditamos em messianismo tecnológico, a grana é curta e os desafios que os equipamentos mais lo-tek propõem são bem excitantes. Fazer som com tecnologias ultrapassadas ou descartadas é uma coisa que também nos fascina. Acho que os rituais que envolvem as gravações são mais importantes para os resultados finais do que a metodologia. Nós nos encontramos aqui em casa (no centro velho de São Paulo), trocamos muitas idéias sobre discos, livros e pessoas que andam fazendo a cabeça no momento, abrimos uma "roda de loucura", chapando até os miolos se liqüefazerem, e só depois disso tudo é que estamos prontos para começar os trabalhos.
Alguns escrevem com palavras; outros com sons - o que é o nosso caso. "Experimentar o experimental" é sempre a nossa bússola. Já experimentamos tanto, mas tanto, que é possível afirmar que fazemos "Música Experimentada". Outra coisa importante para nós é a improvisação. Praticamente tudo que gravamos é improvisado - ou seja: composto, tocado e gravado ao mesmo tempo, o equivalente, em música, ao que os surrealistas chamavam de ´escrita automática´. É uma arma para manter a espontaneidade e, acima de tudo, a relação de prazer com a música. Sem falar que é um puta desafio fazer música improvisacional. E improvisar em música eletrônica é algo particularmente mais complexo, e, obviamente, mais sedutor. Improvisar sempre foi uma piração para nós; dominar a linguagem da improvisação sempre nos pareceu a fonte para a liberação das energias mais intensas e inconscientes com que a música pode lidar. Nem o som que sai desse laboratório nem os efeitos que ele causa são premeditados, o que faz com que a reação do ouvinte seja sempre uma surpresa: para ele e para nós.